Donald Tusk foi reeleito presidente do Conselho Europeu

  • Marta Santos Silva e Margarida Peixoto
  • 9 Março 2017

Donald Tusk foi reeleito esta quinta-feira presidente do Conselho Europeu. O antigo primeiro-ministro polaco só teve a oposição do próprio país.

Donald Tusk, o ex-primeiro-ministro polaco, foi reeleito esta quinta-feira presidente do Conselho Europeu. “Vou dar o meu melhor para tornar a União Europeia melhor”, prometeu, agradecendo a confiança e a avaliação positiva, num tweet.

“Acima de tudo, muito obrigada pela demonstração de solidariedade. A solidariedade tem sido sempre muito importante na minha vida pessoal e política — eu agora sei verdadeiramente o quanto importa”, disse Donald Tusk, depois da reeleição. “Sei que pode parecer paradoxal, por causa do contexto”, reconheceu, “mas de qualquer forma a vossa decisão é uma expressão da nossa unidade hoje“, defendeu. E deixou a promessa: “Trabalharei com todos vós, sem qualquer exceção. Porque sou verdadeiramente devoto à União Europeia. E prometi a mim mesmo não vos desiludir. Temos apenas de começar o nosso trabalho, outra vez.”

A reeleição de Donald Tusk tornava-se cada vez mais provável já desde fevereiro, quando os representantes de diversos Estados-membros começaram a manifestar o seu apoio à possibilidade de voltar a ter o ex-primeiro-ministro polaco como presidente. Amplamente considerado um líder competente, Tusk tem sido uma das principais vozes na definição da posição europeia na questão do Brexit.

Com uma perspetiva de instabilidade na Europa, entre a saída do Reino Unido e um ano que vai ser preenchido por eleições decisivas em vários países — como a França, a Holanda e a Alemanha — a permanência de Tusk à frente do Conselho Europeu é vista como uma opção de continuidade. No entanto, nem todos estão satisfeitos: a Polónia, o seu país de origem, manifestou-se contra.

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco exigiu que os líderes da UE se encontrassem hoje com o escolhido de Varsóvia para o lugar — que não era Tusk, era o deputado europeu Jacek Saryusz-Wolski. Uma “situação desconfortável” para o primeiro-ministro maltês Joseph Muscat, cujo país exerce atualmente a presidência rotativa da UE, segundo o Politico — o processo de seleção de líderes europeus já é sensível o suficiente sem disputas domésticas.

O esforço para retirar Tusk da presidência do Conselho Europeu, apesar do consenso nos restantes Estados-membros para a sua permanência, tem sido liderado principalmente pelo líder do partido de direita PiS, Jaroslaw Kaczynski, que é o “nemesis político” de Tusk há anos. O The Guardian sublinha que esta rivalidade foi exacerbada a partir de 2010, quando o então presidente polaco Lech Kaczynski, irmão gémeo de Jaroslaw, morreu num acidente de avião juntamente com outras 95 pessoas. Tusk era primeiro-ministro nessa altura e o seu Governo foi culpado por alguns grupos políticos de ter negligenciado a segurança do presidente e permitido que tivesse havido um ataque ao avião — algo que nunca foi comprovado. Apesar de uma grande oposição interna à continuidade de Tusk à frente do Conselho Europeu, a Polónia não tem poder de veto do candidato, mesmo sendo ele polaco.

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