É oficial. Fed sobe juros e promete mais duas subidas este ano

A Fed apenas tornou oficial aquilo que o mercado já esperava há muito. A taxa de juro diretora sobe já para um intervalo entre 0,75% e 1%. Mas mais aumentos das taxas virão este ano.

É oficial. A Reserva Federal norte-americana vai aumentar as taxas das federal funds, uma decisão que não surpreendeu ninguém. Mas em perspetiva estão mais dois aumentos dos juros de referência ainda no decorrer deste ano, à medida que a taxa de inflação se encaminha a passos largos para o objetivo da Fed, anunciou esta quarta-feira o banco central liderado por Janet Yellen.

“Tendo em conta as condições do mercado de trabalho e inflação verificadas e esperadas, a comissão decidiu aumentar a meta para o intervalo da taxa das federal funds”, lê-se no comunicado do Comité do Mercado Aberto em comunicado. “Os riscos de curto prazo para as perspetivas económicas parecem estar equilibrados“, consideram os responsáveis da Fed.

"Tendo em conta as condições do mercado de trabalho e inflação verificadas e esperadas, a comissão decidiu aumentar a meta para o intervalo da taxa das federal funds. Os riscos de curto prazo para as perspetivas económicas parecem estar equilibrados.”

Comité Federal do Mercado Aberto

A decisão de elevar a taxa de juro de referência para um intervalo entre 0,75% e 1% já tinha sido incorporada pelo mercado. Na prática, o banco central está a apertar a sua política monetária ao aumentar a taxa que serve de base para todas as transações financeiras, incluindo os empréstimos dos bancos às famílias e empresas. Mas fá-lo numa altura em que a economia apresenta sinais suficientemente robustos para absorver o impacto de o dinheiro ficar mais caro.

A economia norte-americana cumpriu praticamente todos os objetivos da Fed, tanto em relação ao emprego como em relação à estabilidade dos preços. E poderá voltar a aumentar as taxas ainda este ano, por mais duas vezes, sinalizou o banco central, se a administração Trump avançar com o plano de estímulo fiscal que vai acelerar ainda mais a atividade económica nos EUA.

Bolsas aceleram, dólar afunda

Conhecida a decisão da Fed, as bolsas norte-americanas intensificaram a subida. Há momentos, o índice de referência mundial, o S&P 500, somava 0,64% para 2.380,53 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq e pelo industrial Dow Jones, que ganhavam 0,58% e 0,44%, respetivamente.

Já o dólar afundava 0,7% para 0,9363 euros, isto porque a perspetiva da Fed relativamente a novas subidas de juros já tinha sido incorporada. Os investidores estavam a apostar num acelerar do ritmo de agravamento do preço do dinheiro na maior economia do mundo.

(Notícia atualizada às 18h20)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

É oficial. Fed sobe juros e promete mais duas subidas este ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião