Fed sobe os juros. Virão mais subidas este ano?

A Fed anuncia esta quarta-feira o primeiro de três aumentos das taxas diretoras nos EUA, este ano. Mas o que significa para o mercado? Muito pouco.

Janet Yellen é a presidente da Reserva Federal norte-americana.

Não há muitas situações em que Reserva Federal, economistas e investidores estão em sintonia. Mas, quando o Comité do Mercado Aberto anunciar esta quarta-feira uma nova subida da taxa de juro diretora nos EUA, pouco desse anúncio será uma surpresa para o mercado.

Se tudo correr como o previsto, a Fed promove a primeira de três subidas das taxas em 2017. E, nesta gestão de expectativas, todos os olhos vão estar colocados na informação adicional que os responsáveis do comité vão juntar à decisão de apertar ainda mais a política monetária do outro lado do Atlântico.

“Pela primeira vez, a Fed e Wall Street parecem estar alinhados. Isso são boas notícias porque significa que a volatilidade vai continuar baixa. Não há necessidade de mudar as expectativas do mercado”, referiu Thomas Costberg, economista do Standard Chartered Bank, citado pela Bloomberg.

Para o mercado, mais subidas deverão surgir em junho e dezembro. Até final do ano as taxas de referência deverão estar já nos 1,4%. São mexidas que vêm mais cedo que anteriormente antecipado e que surgem num contexto de melhoria das condições da maior economia do mundo que levou Janet Yellen, presidente da Fed, a dizer recentemente que uma subida dos juros “seria apropriada” já nesta reunião.

"Pela primeira vez, a Fed e Wall Street parecem estar alinhados. Isso são boas notícias porque significa que a volatilidade vai continuar baixa. Não há necessidade de mudar as expectativas do mercado.”

Thomas Costerg

Economista do Standard Chartered

O banco central deverá anunciar esta quarta-feira um agravamento das taxas para um intervalo entre 0,75% e 1,00%. Para perceber qual o sentimento da Fed em relação ao futuro da sua política monetária, o staff técnico do banco central também vai atualizar as projeções económicas.

“Nos próximos dois anos, as políticas económicas de Trump deverão impulsionar as projeções de crescimento nos EUA, mas isso tem efeitos colaterais no défice fiscal, inflação, saúde e as políticas comerciais e de imigração podem realmente provocar dano no crescimento potencial de longo prazo”, comenta Scott Anderson, economista-chefe do Bank of the West.

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