Schäuble: “Garantam que não precisam de um novo resgate”

Regressaram os avisos da Alemanha a Portugal. E novamente pela palavra do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble: "O meu alerta para Portugal é: garantam que não precisam de um novo programa".

Voltaram os avisos da Alemanha a Portugal. E novamente pela voz do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble: “O meu alerta para Portugal é: garantam que não precisam de um novo programa de resgate”.

O ministro alemão falava aos jornalistas sobre as vantagens dos resgates que ocorreram em vários países na Zona Euro nos últimos anos. Salientou que os programas de ajustamento ajudaram estes países, como Portugal, a regressar ao crescimento económico e a cimentar as suas finanças públicas, mostrando que a pressão exercida por estes programas “funcionaram”, declarou esta quarta-feira Schäuble numa conferência de imprensa em Berlim, citado pela Bloomberg.

Comentários que surgiram numa sessão após a apresentação do orçamento de Estado alemão para 2018 e do plano orçamental de médio prazo. Questionado sobre a Zona Euro e os programas de austeridades, Schäuble elogiou a forma como os resgates ajudaram os países problemáticos a voltarem ao rumo certo, mencionando vários países do Euro, incluindo Portugal.

Palavras duras que Portugal já está habituado a ouvir da parte de Schäuble.

Ainda em outubro do ano passado, em Bucareste, o ministro alemão considerou que “Portugal estava a ser muito bem-sucedido até entrar um novo Governo, depois das eleições […], declarar que não iria respeitar o que os compromissos com que o anterior Governo se comprometeu”, disse o responsável, já depois de ter deixado o aviso de que, se o Executivo português liderado por António Costa não honrasse os compromissos assumidos, o país estaria a arriscar um novo pedido de ajuda internacional.

Foi precisamente a 29 de junho que o disse. “Portugal está a cometer um erro grave se não cumprir os compromissos assumidos”. “Os portugueses não querem [um segundo resgate], e também não precisarão dele se cumprirem as regras europeias”. Mas “têm de cumprir as regras europeias, caso contrário enfrentarão dificuldades”, salientou.

(Notícia em atualizada às 13h08)

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