Panama Papers: Bancos do Panamá atingem recorde de ativos

Os bancos panamenhos continuaram a aumentar o montante de dinheiro que têm ao sol. O fluxo de capitais no paraíso fiscal alvo dos Panama Papers não foi afetado pela investigação jornalística.

No ano em que foram divulgados os Panama Papers, os bancos panamenhos atingiram um recorde de ativos. A investigação jornalística publicada em abril não impediu que o país aumentasse em 3,3% o valor dos ativos presentes. A casa de milhares de offshores acumulou o número recorde de 121 mil milhões de dólares (cerca de 113 mil milhões de euros) em ativos no setor bancário. A informação foi divulgada pela The International Banking Center à agência francesa de notícias AFP.

2016 foi também o ano em que o Panamá adotou várias práticas internacionais contra a opacidade fiscal, nomeadamente por pressão após a polémica da Panama Papers. Em causa estava a firma de advogados Mossack Fonseca e uma série de empresas e cidadãos ricos que colocavam parte da sua riqueza em offshores no Panamá. Apesar de não serem ilegais, parte destas offshores também era utilizadas para a lavagem de dinheiro ou o financiamento de terrorismo.

Atualmente, o site da OCDE relata várias medidas incorporadas pelo sistema panamenho: o país integrou o Inclusive Framework on BEPS (um sistema para evitar a evasão fiscal), em novembro, e o Multilateral Convention on Mutual Administrative Assistance in Tax Matters (instrumento para aumentar a transparência fiscal), em outubro. Em julho, dois meses dois dos Panama Papers, já tinha adotado a Multilateral Convention on Mutual Administrative Assistance in Tax Matters, uma convenção para partilha de informação entre Estados.

Em Portugal, o mais recente escândalo relacionado com offshores revelou que parte das transferências para paraísos fiscais que escaparam ao controlo do Fisco tinham como destino o Panamá. Foi isso que levou a Comissão PANA, a comissão de inquérito do Parlamento Europeu aos Panama Papers, a decidir fazer uma missão a Portugal, algo que deverá acontecer até junho.

De acordo com o Banco Mundial, a economia panamenha deve crescer a um passo acelerado, o mais rápido a América Latina. As expectativas são de que cresça mais do que 6%.

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