Centeno sondado para liderar Eurogrupo

  • ECO
  • 1 Abril 2017

O ministro das Finanças é um dos nomes falados para substituir Dijsselbloem na presidência do Eurogrupo. Mário Centeno e Governo terão recusado, segundo apurou o Expresso.

Mário Centeno será um dos nomes falados para substituir o holandês Jeroen Dijsselbloem, na liderança dos destinos do Eurogrupo. Contudo, nem o ministro das Finanças nem o Governo português se terão mostrado disponíveis para aceitar o cargo, diz o Expresso na edição em papel deste sábado (acesso pago).

De acordo com o semanário, Mário Centeno terá sido sondado pessoalmente, recusando aceitar o cargo. Também o Governo não terá visto com bons olhos essa hipótese devido aos vários e complexos dossiers que o ministro das Finanças tem entre mãos com a Comissão Europeia. “Neste momento, com tanta coisa ainda a negociar com Bruxelas e Frankfurt é preferível não ter o ministro preso à presidência”, disse uma fonte governamental que confirmou a informação ao Expresso, acrescentando que “para já não é uma prioridade”. Contudo, a mesma fonte não descartou a possibilidade de, dentro de alguns meses, haver uma mudança de opinião caso os atuais dossiers que Centeno tem em mãos estejam encerrados ou pelo menos encaminhados.

A sucessão do atual presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, é um tema que saltou para a ribalta nos últimos tempos, após a declarações proferidas pelo ministro das Finanças holandês sobre a alegada preferência dos países do Sul da Europa por “copos e mulheres”. Declarações que praticamente inviabilizam a sua permanência na liderança do Eurogrupo. O governo português pediu na ocasião a sua demissão imediata do cargo, tendo sido secundado pelos socialistas europeus, cujo grupo parlamentar (socialistas e democratas) e Partido Popular Europeu, reclamaram a demissão de Jeroen Dijsselbloem, bem como um pedido de desculpas.

Apesar da forte pressão exercida de diferentes lados, Jeroen Dijsselbloem recusou-se a deixar o cargo de presidente do Eurogrupo, apesar de ter pedido desculpa pelas declarações proferidas.

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