S&P: Venda da Naturgas vai aumentar risco da EDP

  • Rita Atalaia
  • 11 Abril 2017

A agência de notação afirma que a venda da operação em Espanha vai "enfraquecer" o perfil de risco da EDP. Sobre a OPA à EDP Renováveis, defende que vai simplificar a estrutura do grupo.

A venda da Naturgas, a operação que a EDP tinha em Espanha, vai “enfraquecer ligeiramente” o perfil de risco empresarial da energética portuguesa, nota a agência de notação Standard & Poor’s, depois de ter mantido o rating da empresa liderada por António Mexia. Ou seja, a venda aumenta o risco da EDP. Este desinvestimento vai, segundo a agência, diminuir a contribuição do EBTIDA nas operações reguladas na Península Ibérica.

“No seguimento do recente anúncio da EDP de que aceitou uma oferta para vender a rede de distribuição de gás em Espanha, a Naturgas, e a venda planeada da Portgas, assumimos que o perfil de risco empresarial da EDP vai enfraquecer ligeiramente, uma vez que a contribuição do EBITDA nas atividades reguladas na Península Ibérica vai diminuir em 2018 para perto de 21%, em comparação com 27% em 2016″, refere a S&P numa nota revelada pela Bloomberg.

"No seguimento do recente anúncio da EDP de que aceitou uma oferta para vender a rede de distribuição de gás em Espanha, a Naturgas, e a venda planeada da Portgas, assumimos que o perfil de risco empresarial da EDP vai enfraquecer ligeiramente, uma vez que a contribuição do EBITDA nas atividades reguladas na Península Ibérica vai diminuir em 2018 para perto de 21%, em comparação com 27% em 2016.”

Standard & Poor's

A EDP vendeu a Naturgas por 2.591 milhões de euros. Além de ajudar a reduzir a dívida, o montante arrecadado com esta venda vai servir para financiar a OPA à Renováveis, que poderá custar 1,3 mil milhões de euros à casa-mãe. Sobre a compra dos restantes 22,5% que a EDP ainda não detém na subsidiária, a S&P afirma que esta operação pode simplificar ainda mais a estrutura do grupo, caso seja bem-sucedida.

“Vamos continuar a monitorizar o desempenho operacional durante a primeira metade de 2017 e o custo total da compra da participação na EDP Renováveis”, refere a agência de notação, acrescentando que estes poderão ser os dois principais motivos de uma melhoria dos indicadores financeiros da EDP.

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