Farfetch: da compra à sua porta em 90 minutos

Certos artigos de luxo da Gucci vão poder ser encomendados no site e aplicações da Farfetch e entregues em 90 minutos. Conheça também a nova loja do futuro da empresa de José Neves.

Os clientes da loja online Farfetch vão poder encomendar artigos da Gucci e tê-los na mão em… 90 minutos. A startup londrina, liderada pelo português José Neves, anunciou uma parceria com a marca de luxo para permitir entregas rápidas nas cidades de Londres, Madrid, Paris e Milão, mas também em Nova Iorque, Dubai, Los Angeles, Miami, São Paulo e Tóquio, avança a agência Bloomberg.

Esta nova opção funcionará para encomendas de certos artigos da Gucci através do website e aplicações móveis da Farfetch. A novidade surge no mesmo dia em que a empresa, avaliada em mais de mil milhões de dólares, apresenta um novo conceito de loja física, a que chamou de “A Loja do Futuro”The Store of the Future, no original em inglês. Será um novo tipo de estabelecimento equipado com dispositivos que recolhem informações sobre os gostos e preferências dos clientes, tal como acontece com as pesquisas na internet.

José Neves, natural do Porto, falou do conceito numa entrevista exclusiva à Business of Fashion, onde garantiu que “as lojas físicas vão sobreviver”, mas “não vão ser lojas físicas como as que existem hoje em dia”. “Em primeiro lugar, o digital está a influenciar completamente o comportamento do consumidor e a criação de desejo; em segundo lugar, o online está a crescer muito mais rápido do que o offline; mas, em terceiro, o offline continua — e continuará a ser — onde vão ter lugar a maioria das transações”, sumarizou.

"Os retalhistas precisam de uma forma de recolher informação sobre os clientes enquanto estão nas lojas, da mesma forma que o fazem nas pesquisas online.”

José Neves

em comunicado, citado pela Bloomberg

Fundada em 2008, a Farfetch tem vindo a posicionar-se cada vez mais como uma empresa tecnológica. Isso explica os novos dispositivos que inclui no modelo de loja física que apresentou esta quarta-feira numa conferência na capital do Reino Unido. Entre eles, a possibilidade de os clientes terem um perfil e fazerem login na loja física, bem como um cabide que regista quais os artigos de vestuário que despertou mais atenção dos consumidores.

A loja do futuro vai, assim, ao encontro da nova ideologia da Farfetch, que tenciona ser mais do que apenas uma plataforma online de compras. E, ao que tudo indica, vai poder entrar numa destas lojas ainda este ano. A empresa prevê aplicá-lo, até ao final do ano, em dois espaços: um em Londres e outro em Nova Iorque.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Farfetch: da compra à sua porta em 90 minutos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião