S&P: “Portugal vai na direção certa” na resolução dos problemas da banca

Portugal está mais perto de ver o seu rating melhorado pela Standard & Poor's, que diz que vai na "direção certa" na resolução dos problemas dos bancos. Isto terá um impacto positivo na notação.

Para a Standard & Poor’s, mais facilmente Portugal melhora o seu perfil de crédito por via da resolução dos problemas do setor financeiro do que através de surpresas positivas na frente económica. A agência refere mesmo que Portugal “vai na direção certa” no que toca a resolver as fragilidades dos seus bancos, o que é um bom sinal para subir o rating da República que mantém num nível considerado lixo.

“A banca é definitivamente um dos triggers que podem melhorar o outlook de Portugal”, declarou Marko Mršnik, responsável da S&P que acompanha o país, numa conferência com investidores realizada esta quarta-feira. Citando a venda do Novo Banco e a capitalização da Caixa Geral de Depósitos, Mršnik considera que Portugal “vai na direção certa”, colocando “pressões ascendentes” nas perspetivas portuguesas. Ainda assim, salientou os problemas no malparado, que continua a constranger a transmissão da política monetária na economia.

No passado dia 17 de março, a agência norte-americana manteve o rating da dívida portuguesa em BB+, um nível considerado “lixo”, deixando estável a perspetiva de evolução da notação portuguesa. Deixou como condições para melhorar a posição de crédito de Portugal se observasse melhorias nos seguintes aspetos:

  • Implementação de medidas que ajudem a reduzir de forma substancial os ativos problemáticos do sistema bancário e melhorem a transmissão da política monetária;
  • Melhoria acentuada nas perspetivas de crescimento, acima das expectativas da S&P;
  • Aceleração do ritmo de redução da dívida externa e das necessidades de financiamento;
  • Continuação da consolidação orçamental que coloque o saldo orçamental em terreno positivo ou baixe dívida pública abaixo de 100% do PIB.

Para Marko Mršnik, é pouco provável que Portugal consiga surpreender positivamente na redução da dívida externa e na dívida pública abaixo de 100% do PIB. Já quanto à fragilidade do sistema financeiro, onde acredita que Portugal está a ser mais diligente, o responsável adianta que terá ainda maior impacto no crescimento económico do país.

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