BCP avança 6,24%. Banca europeia ganha com Emmanuel Macron

Emmanuel Macron ganhou a primeira volta em França e, além das obrigações da dívida, está a impulsionar o setor da banca na Europa. É o setor que mais ganha na bolsa. Só o BCP avança 6,24%.

A vitória de Emmanuel Macron na primeira volta das eleições francesas está a aliviar a tensão nos mercados que, esta segunda-feira, estão a avançar a todo o gás. No entanto, são os investidores da banca os que têm mais razões para celebrar. Em Portugal, as ações do BCP disparam 6,24% para 0,20 cêntimos cada título, sendo ainda as que, a esta hora, têm maior liquidez na bolsa.

Para o banco português, este é um máximo de todo o ano e uma das maiores valorizações intradiárias desde janeiro. Esta escalada sucede outra forte valorização na semana passada, em que as ações do BCP somaram 5,83% na última quarta-feira. Comparam só mesmo com a sessão de 31 de janeiro, o dia a seguir ao fecho da negociação dos direitos ao aumento de capital do banco liderado por Nuno Amado: nessa altura, os títulos do BCP avançaram 6,98%.

A generalidade dos setores está a assistir a ganhos esta segunda-feira, mas é o da banca o que está a gerar maiores ganhos nas bolsas europeias. Um índice que reúne as ações dos bancos da zona euro está a disparar 6,3%, segundo a Bloomberg. É a maior escalada do ano para o setor. “Podemos esperar um desempenho superior do setor financeiro em França e na Europa nos próximos dias à medida que o risco político diminui, algo que beneficiará todos os mercados de ações europeus”, confirmou Vincent Durel, da Fidelity International.

Os mercados têm assistido a uma reação positiva dos investidores aos resultados da primeira volta das eleições em França, com os índices a registarem fortes valorizações, sobretudo o francês CAC-40. Também o índice nacional, o PSI-20, está a assistir a ganhos esta segunda-feira. No mercado das obrigações, os juros da dívida portuguesa e francesa são dos que mais aliviam esta manhã.

Recorde-se que Emmanuel Macron e Marine Le Pen foram os candidatos que passaram à segunda volta, e que as sondagens antes das eleições dão como pouco provável que a candidata da Frente Nacional consiga bater Macron nessa segunda volta, a disputar a 7 de maio. Marine Le Pen era (e ainda é) uma nuvem a pairar sobre os mercados, sobretudo devido ao plano de retirar a França do euro.

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