França: Yields do Tesouro aliviam para mínimos de janeiro

As yield do Tesouro francês a dez anos estão em queda na manhã pós-eleitoral. Aliviam mais de 11 pontos base, atingindo os 0,83%, mínimos de três meses.

As yields do Tesouro francês a dez anos estão a cair esta segunda-feira e alcançaram já mínimos desde janeiro. A taxa de juro das obrigações francesas no prazo a dez anos derrapam esta manhã mais de 11 pontos base em relação a sexta-feira, situando-se num valor próximo dos 0,83%.

Os mercados estão em rescaldo da noite eleitoral em França, que pôs os candidatos Emmanuel Macron e Marine Le Pen na segunda volta das eleições presidenciais. A queda mostra que os mercados estão a reagir bem aos resultados que, até agora, acompanham a tendência evidenciada pelas sondagens ainda antes da abertura das urnas.

As mais recentes sondagens davam como provável a passagem dos dois candidatos à segunda volta, com Marine Le Pen, a candidata da Frente Nacional, a surgir com poucas hipóteses de ser a próxima Presidente do país. O próximo sufrágio está marcado para dia 7 de maio.

"Este é o cenário perfeito que o mercado desesperadamente aguardava.”

Sebastien Galy

Estratego do Deutsche Bank

Segundo alguns analistas, a queda das yields do Tesouro francês surge muito graças ao afastar de um cenário que atormentava, até agora, muitos investidores: a eventual passagem do candidato comunista Jean-Luc Mélenchon com Marine Le Pen à segunda volta resultaria, eventualmente, numa vitória da candidata cuja bandeira principal é a saída da França da União Europeia.

“Este é o cenário perfeito que o mercado desesperadamente aguardava”, disse Sebastien Galy, um estratego do Deutsche Bank em Nova Iorque, em declarações à Bloomberg. Com 97,4% dos votos contados, Emmanuel Macron conquista 23,8% do eleitorado, enquanto Marine Le Pen acompanha-o de perto, garantido, para já, 21,5% dos votos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

França: Yields do Tesouro aliviam para mínimos de janeiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião