Lucros do BBVA, Bankinter, Deutsche Bank e Lloyds disparam

Tanto o Lloyds Bank como o Deutsche Bank mais do que duplicaram os lucros nos primeiros três meses do ano. No BBVA o aumento foi de 69% e, no Bankinter, foi de 18,7%.

Os três primeiros meses do ano foram francamente positivos para alguns dos principais bancos europeus. Os lucros do Lloyds Bank e do Deutsche Bank tiveram aumentos superiores a 100% já os do BBVA subiram 69%. Também as receitas registaram uma evolução positiva, com exceção do banco alemão que teve uma queda de 9% neste indicador.

O banco espanhol BBVA BBV 0,00% apresentou esta quinta-feira um lucro de 1,199 mil milhões de euros no período compreendido entre janeiro e março. É um crescimento de 69% em relação ao mesmo período de 2016, indica o jornal El Español. As receitas chegaram aos 6,38 mil milhões de euros, segundo a Bloomberg. A instituição financeira sedeada em Bilbau justifica o bom desempenho, essencialmente, com o aumento das receitas e redução dos gastos operacionais.

Os lucros fixam-se, assim, ligeiramente acima das estimativas de 1,11 mil milhões de euros invocadas pelos analistas. O rácio de crédito malparado desceu para 4,8% em relação aos 4,9% em dezembro, com a cobertura a aumentar ligeiramente para 71%. Os resultados foram apresentados esta quinta-feira, antes da abertura dos mercados.

Acima de tudo, é o melhor dos últimos sete trimestres do BBVA, com o grupo a beneficiar, além disso, do crescimento das receitas em mercados como o México e a Turquia. Neste último, os lucros aumentaram 20% enquanto no México dispararam 10%. O mercado mexicano representa 40,6% dos lucros do BBVA.

De facto, Francisco Gonzalez, chairman do grupo, tem vindo a apostar no crescimento do mercado turco, tendo aumentado a sua posição no Turkiye Garanti Bankasi para 49,85% com uma compra de ações no valor de 906 milhões de euros em fevereiro, indica a Bloomberg. É no crescimento dos mercados emergentes, bem como na contenção de custos de exploração, que o BBVA aposta para contrabalançar a queda nas taxas de juro e a baixa na procura por crédito em Espanha.

Deutsche Bank com receitas abaixo do esperado

Outro banco a prestar contas trimestrais foi o Deutsche Bank 0,00% . A instituição alemã apresentou receitas na ordem dos 7,3 mil milhões de euros, abaixo dos 8,05 mil milhões de euros estimados pelos analistas da Reuters. É, além disso, uma queda de 9% nas receitas em relação ao mesmo período do ano passado.

Em contrapartida, os lucros aumentaram para 575 milhões de euros entre janeiro e março, comparando com os 236 milhões alcançados no mesmo trimestre em 2016, de acordo com a CNBC. Como recorda o canal norte-americano, estas são as primeiras contas do banco desde o aumento de capital de 8,5 mil milhões de euros efetuado este mês.

“Estou satisfeito com o nosso início de 2017. O engajamento dos clientes é forte, os fluxos de ativos estão a circulam pelo banco e a atividade está a ganhar ritmo. Os esforços de redução dos custos estão a começar a valer a pena e reduzimos significativamente a complexidade”, disse John Cryan, presidente executivo do Deutsche Bank, citado pela CNBC.

Esta quarta-feira, o Deutsche Bank alertou para o facto de 4.000 empregos no Reino Unido estarem na iminência de serem transferidos para Frankfurt e para outras localizações na União Europeia, por causa do Brexit. A notícia foi avançada pelo The Guardian, que recorda que o banco alemão emprega 9.000 pessoas no país.

Lloyds mais do que duplica lucros

Também o Lloyds Bank, liderado por António Horta Osório, apresentou resultados esta quinta-feira: o banco inglês mais do que duplicou lucros no primeiro trimestre do ano, de acordo com o The Telegraph. Mais propriamente, a instituição apresentou lucros antes dos impostos na ordem dos 1,5 mil milhões de euros (1,3 mil milhões de libras), valor que compara com os cerca de 769 milhões de euros registados no período homólogo (654 milhões de libras).

O valor surge numa altura em que o Governo britânico se prepara para vender o restante 1,4% do capital que ainda possui na instituição, uma operação de saída gradual que começou em 2013 e remonta à crise de 2008/2009, altura em que o Estado se viu obrigado a injetar cerca de 23,3 mil milhões de euros no banco. Na última sexta-feira, o Tesouro Britânico anunciou que já recuperou a totalidade desse montante.

O aumento nos lucros surge mesmo com os 411,6 milhões de euros (350 milhões de libras) que o Lloyds teve pagar como compensações por vendas irregulares relacionadas com seguros. “Nos primeiros três meses deste ano, registámos boa performance financeira com um aumento subjacente dos lucros, uma melhoria significativa nos lucros e receitas estatuários e uma forte geração de capital”, disse António Horta Osório.

Bankinter com performance “sólida”

O Bankinter Group iniciou o ano com uma “sólida performance de negócio”. O banco espanhol contou com lucros de 124,40 milhões de euros entre janeiro e março deste ano, contra os 104,79 milhões registados no ano passado, um crescimento de 18,7%. Os lucros antes dos impostos foram de 171,6 milhões de euros no trimestre, um aumento de 16,3%.

Em comunicado, a instituição lembra, no entanto, que estes são resultados que já incluem dados da operação do Bankinter em Portugal e que não apareciam na mesma prestação de contas efetuada no ano passado, tendo em conta que a compra da unidade do Barclays’ em Portugal só ficou concluída em abril de 2016. Portugal pesou, assim, 3,8 milhões de euros em lucros nas contas do Bankinter e, sem a atividade no país, os lucros fixar-se-iam nos 120,6 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 9h22 com mais informação)

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