“Boleias” para Fátima começam nos dez euros e chegam aos 100 euros

  • Lusa
  • 10 Maio 2017

Em várias páginas de Internet, direcionadas para partilha de automóvel ou para todo o tipo de anúncios, revela-se variada tipologia de preços e de trajetos.

Cem euros por pessoa, numa viagem de ida e volta Lisboa – Fátima, no sábado, ou 75 euros para o trajeto Porto – Cova da Iria, na sexta-feira, são alguns dos preços das “boleias” a propósito da visita do papa Francisco.

O líder da Igreja Católica está em Fátima na sexta-feira e no sábado para a celebração do Centenário das Aparições e para a canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto.

Em várias páginas de Internet, direcionadas para partilha de automóvel ou para todo o tipo de anúncios, revela-se variada tipologia de preços e de trajetos, com valores que vão desde os dez euros (Porto-Fátima, por exemplo), mas que também chegam aos quatrocentos, quando se pede ocupação total de veículo.

Por 400 euros, pode sair-se de Lisboa até Fátima, no dia 13, sábado, a partir das 6H00, e regressar à capital ao final do dia, após a partida de Francisco para Itália. Mas exige-se a participação de quatro ocupantes, descendo assim o preço para os 100 euros por pessoa.

Outros oferecem apenas viagem de ida, desde os dez euros, mas que também podem atingir os 75. E as viagens só se fazem caso se angarie três clientes.

Os anunciantes aproveitam também as potencialidades da Internet para mostrar o veículo que servirá os desejos dos peregrinos: e há desde topos de gama, até carros mais modestos, mas que igualmente servem os intentos.

Igualmente de Santarém surgem alguns anunciantes, que praticam 200 euros por uma viagem de ida e volta até Fátima, carro cheio.

De Almada, os peregrinos podem viajar ida e volta desde os 150 euros, igualmente carro cheio, mas também se encontram partilhas só de ida a partir dos 15 euros.

Francisco chega na sexta-feira a Portugal e é recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estando também marcado um encontro com o primeiro-ministro, António Costa, no sábado.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

“Boleias” para Fátima começam nos dez euros e chegam aos 100 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião