Caldeira Cabral: Saída do PDE é “uma notícia justa”

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 22 Maio 2017

O ministro da Economia diz que Portugal fez o "seu trabalho" e apresenta resultados "reconhecidos por todos".

O ministro da Economia salientou hoje que “Portugal vive um bom momento”. A saída do Procedimento por Défices Excessivos é a “boa noticia que já todos aguardávamos”, porque “sabíamos que era uma notícia justa”, salientou o Manuel Caldeira Cabral na conferência do Millennium BCP “Crescimento da Economia Portuguesa – Mitos e Realidades”, que decorre no Centro Cultural Belém.

De acordo com o governante, Portugal fez o “seu trabalho” e apresenta resultados “reconhecidos por todos”. A saída do PDE, hoje confirmada, foi conseguida “por mérito próprio” e é um sinal de confiança, afirmou ainda. Portugal tem também hoje “a confiança das instituições europeias plenamente reconhecida”, notou.

À margem da conferência, em declarações aos jornalistas Manuel Caldeira Cabral, considerou que a recomendação da Comissão Europeia para Portugal sair do Procedimento por Défice Excessivo é “uma ótima notícia” e reflete “o esforço que Portugal fez”. Um esforço que “permitiu ganhar a confiança das instituições europeias”, acrescentou. No entanto, segundo o responsável frisou que o país tem de “continuar a trabalhar com rigor”.

Caldeira Cabral reconhece que o país está na moda mas salienta que “estar na moda dá muito trabalho”. E isso “foi conseguido com o esforço de todos nós”, adiantou ainda. O enfoque agora tem de ser crescimento económico, avisou Caldeira Cabral.

Na sua intervenção, o ministro da Economia quis desmistificar alguns mitos. Um deles diz respeito à competitividade: o governante admite que há problemas a esse nível mas reforça que as exportações tiveram um desempenho ao nível dos melhores países europeus durante uma década. E entende por isso que o problema da competitividade é desmentido pela realidade.

Ainda assim, o endividamento elevado do país “é uma realidade, não é um mito”, salientou. Nesse sentido, o reconhecimento da Comissão Europeia mostra que “Portugal está a a trabalhar para resolver os problemas da dívida publica” e das contas públicas, salientou Caldeira Cabral.

 

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