Segurança pode estar em risco caso não sejam admitidos inspetores do SEF

  • Lusa
  • 25 Maio 2017

O sindicato que representa os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras alertou que a segurança nas fronteiras poderá estar em risco caso não se não forem admitidos novos elementos.

 

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, alertou para as consequências da falta de efetivos naquele serviço de segurança, que há 14 anos não admite novos inspetores.

“A segurança das fronteiras e o acompanhamento dos cidadãos estrangeiros no país pode estar em causa se não existir uma admissão de inspetores conforme as necessidades a curto prazo”, disse o sindicalista, em declarações à Lusa, adiantando que há falta de efetivos em todo o país, mas no aeroporto de Lisboa essa necessidade é mais visível devido ao aumento substancial do número de passageiros.

A diminuição do número de inspetores do SEF, que está “a colocar em causa a segurança de Portugal e o funcionamento da sua economia” é o ponto de partida da conferência que o SCIF/SEF organiza na sexta-feira, em Lisboa, com o tema “O SEF e a Economia”.

No caso do aeroporto de Lisboa, onde se assiste a um recorde de passageiros, o défice de inspetores tem contribuído para “um avolumar de filas e de tempos de espera”, situação que pode se alastrar aos aeroportos do Porto e Faro, bem como aos cais de cruzeiros, afirmou.

No final de 2016, 45 novos inspetores terminaram a formação e atualmente está a decorrer outro curso também com 45 elementos, tendo estas novas admissões decorrido ao abrigo de um concurso interno.

Para colmatar esta falta de inspetores, o sindicalista considerou que é preciso “adequar os meios às necessidades do país” através de “admissões estruturadas e constantes”.

Por isso defende o recrutamento anual de 100 novos elementos durante a próxima década devido ao défice de pessoal existente.

Mas, como o SEF “está no limite das suas capacidades”, Acácio Pereira sustentou que é preciso admitir 250 inspetores com urgência para “resolver o problema imediatamente”.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras tem atualmente 750 inspetores.

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