Costa: “Não há dado económico que não diga o óbvio: o rating deve ser revisto”

Para António Costa, "não faz muito sentido" que as agências mantenham a mesma avaliação de rating hoje como se nada tivesse acontecido desde 2011.

É o tema da ordem do dia para o Governo: a notação financeira das agências de rating, que continuam a manter Portugal num nível lixo. Mas para António Costa, essa avaliação que fazem de Portugal deve ser revista. “Manter a notação financeira hoje como se nada tivesse acontecido desde 2011 não faz muito sentido”, declarou o primeiro-ministro. “Não há dado económico que não diga o óbvio: que o rating deve ser revisto”, reforçou ainda.

“É manifesto que a avaliação de hoje de Portugal é muito diferente da situação que era em 2011”, começou por declarar Costa depois da XXIX cimeira entre Portugal e Espanha, em Vila Real.

Para o primeiro-ministro, Portugal encontra-se hoje em dia numa posição económica e financeira muito mais favorável. Razão pela qual agências de notação como a Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s devem atribuir à dívida do país um grau de investimento.

“O facto de a comissão europeia ter proposto que Portugal saia do Procedimento por Défice Excessivo só reforça esta ideia, é a própria Comissão europeia que reconhece que há confiança no futuro da economia portuguesa para de um modo duradouro e sustentável termos um défice que cumpra as regras europeias e que mantenhamos uma trajetória sustentada da redução da nossa dívida”, sublinhou Costa.

E exemplificou com vários indicadores económicos que conferem ao país margem para exigir um melhor rating das agências, algo que iria permitir baixar os custos de financiamento do país.

“Tivemos um bom saldo primário no ano passado. Vamos ter o maior saldo primário da zona euro este ano. Vamos continuar a reduzir o défice e vamos sobretudo continuar a reduzir sustentadamente a dívida”, considerou o governante português. “Temos hoje um sistema financeiro o estabilizado. Estamos a crescer a um ritmo acentuado. Crescemos 2,8% no primeiro trimestre. Todos os sinais que temos é que este trimestre vamos acelerar outra vez o ritmo do nosso crescimento. Hoje foi anunciado que num ano foram criados 164 mil postos de trabalho em termos líquidos. Baixamos a taxa de desemprego em mais de dois pontos percentuais. Estamos finalmente abaixo da fasquia dos 10%“, argumentou.

Deste modo, António Costa concluiu que não há indicador que não infira o óbvio, que o rating deve ser melhorado. “Quando for revisto, não será necessariamente uma surpresa”, disse.

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