O alojamento local em (grandes) números

O ECO reuniu alguns números que dão uma perspetiva mais abrangente do peso do alojamento local no país, na sociedade e na economia portuguesa.

Em Portugal, há vários anos que o alojamento local é uma realidade. Mas, no último par deles, o crescimento foi exponencial. Sobre isso, há dois grandes aspetos a salientar: por um lado, o diploma que o regulamenta, aprovado em 2014, veio promover largamente a reabilitação urbana. Por outro, impôs grande pressão no setor imobiliário.

Numa altura em que o assunto volta a estar na ordem do dia, o ECO reuniu alguns números que dão uma perspetiva mais ampla sobre o peso do alojamento local no país e no mercado imobiliário em geral.

Em 2016, o Registo Nacional de Alojamento local contou com 12.139 novos registos. O número compara com os 10.821 registados na mesma base de dados no ano anterior e com os 3.993 registados entre 2014 e 2015. Estima-se, no entanto, que a maioria já estaria a operar no passado, mas sem licença para tal.

A 30 de maio, o Turismo de Portugal contava com 42.859 registos ativos de estabelecimentos de alojamento local no país. O número real será bastante superior, na medida em que muitos proprietários optam por explorar os imóveis sem efetuarem o registo.

A estimativa é de um estudo da Associação da Hotelaria de Portugal: em setembro de 2016, existiam cerca de 44.808 propriedades registadas no Airbnb, mais 13.478 do que o número de unidades registadas no Turismo de Portugal. É mais do que 30% do total.

Segundo a Associação da Hotelaria de Portugal, em novembro do ano passado existiam 25 proprietários com um número de registos entre 51 e 300. Desses, sete exploravam mais do que uma centena de imóveis como estabelecimentos de alojamento local, até um máximo de três centenas.

Santa Maria Maior é a freguesia de Lisboa que abrange zonas como Alfama e Chiado, altamente populares entre os turistas. É ainda a zona do país a concentrar mais unidades de alojamento local: 22% das habitações estão inscritas no Airbnb. A 30 de maio, existiam 10.682 propriedades ativas na plataforma, só na zona mais interior da capital.

O Airbnb garante que, no decorrer do ano passado, os proprietários portugueses receberam, no total, 166 milhões de euros por disponibilizarem os seus imóveis na plataforma.

Num estudo do Airbnb sobre o impacto económico da plataforma no país, a empresa garante ter recebido 1,6 milhões de hóspedes em Portugal em 2016, permitindo gerar 1,07 mil milhões de euros de atividade económica em conjunto com os anfitriões.

Infografias por Raquel Sá Martins.

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