SATA admite entrar no capital da companhia aérea de Cabo Verde

  • Lusa
  • 3 Junho 2017

A SATA deverá ter, em breve, reuniões com as autoridades cabo-verdianas para avaliar uma possível parceria com a TACV. Entrada no capital não está posta de parte.

O presidente do Conselho de Administração da SATA, Paulo Menezes, manifestou este sábado interesse numa parceria com a Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), admitindo avaliar “todas as hipóteses”, incluindo a entrada no capital da companhia aérea cabo-verdiana.

“A SATA está interessada em avaliar com a TACV, com o Governo de Cabo Verde e com o Governo dos Açores todas as hipóteses”, disse Paulo de Menezes, quando questionado sobre a possibilidade de entrada no capital da empresa africana. O presidente do conselho de administração da SATA falava aos jornalistas na cidade da Praia, à chegada do voo inaugural que passará a ligar Cabo Verde e os Açores, com extensão a Boston, nos Estados Unidos, e a outros destinos europeus e norte-americanos para onde voa atualmente a SATA.

"Vamos estudar com o Governo e com os TACV. Temos condições para avaliarmos uma parceria estratégica desde logo pela via da nossa operação, mas essa parceria pode ser estendida a outras áreas.”

Paulo Menezes

Presidente da SATA

Paulo Menezes, que foi recebido no aeroporto Nelson Mandela, na cidade da Praia, pelo ministro das Finanças cabo verdiano, Olavo Correia, em representação do Governo cabo-verdiano, deverá manter em breve reuniões com as autoridades cabo-verdianas para analisar o assunto. “É um assunto que temos que estudar. Vamos estudar com o Governo e com os TACV. Temos condições para avaliarmos uma parceria estratégica desde logo pela via da nossa operação, mas essa parceria pode ser estendida a outras áreas. Vamos ver”, disse Paulo Menezes.

Por seu lado, o ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, reafirmou que o Governo está a avaliar várias opções relativamente ao futuro da TACV, onde está a ser implementado um plano de reestruturação para privatização da operação internacional da companhia aérea. “Registamos o interesse da SATA para abordar o assunto da TACV. É uma questão que futuramente estará na agenda”, disse Olavo Correia.

Questionado sobre o eventual interesse de outras empresas portuguesas, nomeadamente a Euroatlantic, do grupo Pestana, na privatização da TACV, Olavo Correia escusou-se a responder. “O segredo é a alma do negócio. Temos vários interessados, estamos a analisar, estamos focados na construção de uma solução e brevemente teremos a solução para comunicar aos cabo-verdianos”, disse.

Em declarações à agência Lusa, fonte da Euroatlantic, apontada pela imprensa local como uma das empresas na corrida à compra da TACV, adiantou que a empresa não está a negociar nenhum dossiê relacionado com a privatização da companhia aérea cabo-verdiana. A mesma fonte lembrou, no entanto, e sem avançar detalhes, que a administração da Euroatlantic apresentou uma proposta de parceria à anterior administração da TACV, tendo ambas as entidades chegado a assinar um memorando.

Olavo Correia assinalou ainda “o enorme potencial turístico e económico” da nova rota aérea com os Açores e o contributo para o reforço das relações “no quadro da Macaronésia”, assegurando o apoio do Governo à companhia açoriana. “Estamos a melhorar a oferta para Cabo Verde. Vai ser mais fácil ligar Cabo Verde aos Estados Unidos através deste voo e é muito importante para Cabo Verde aumentarmos a escala e termos ligações com a nossa diáspora e com o mundo com uma oferta competitiva ao nível dos preços”, disse.

Paulo Menezes sublinhou, por seu lado, que a ligação com Cabo Verde faz parte da estratégia da SATA de “criar uma porta de entrada entre os Açores, a Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo verde) e os dois lados do Atlântico”.

A Azores Airlines, do grupo açoriano SATA, prevê efetuar um total de 104 voos por ano entre Ponta Delgada (ilha de São Miguel) e a cidade da Praia, em Cabo Verde, com duas frequências semanais no verão e uma no inverno, disponibilizando no total 16.640 lugares.

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