Petróleo afunda. Brent já está abaixo dos 45 dólares

  • Ana Batalha Oliveira
  • 21 Junho 2017

Os preços voltam a afundar nos mercados internacionais, levando o barril de referência para a Europa a negociar em mínimos de novembro. O Brent está abaixo dos 45 dólares.

O petróleo continua a afundar nos mercados internacionais. Depois do WTI ter entrado em bear market, o Brent, referência para a Europa, tocou novos mínimos do ano, já abaixo da fasquia dos 45 dólares. Apesar da quebra das reservas norte-americanas, as cotações voltaram a deslizar com a crescente desconfiança dos investidores quanto à capacidade de a OPEP acabar com o excesso da oferta.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos revelou uma redução das reservas em cerca de 2,5 milhões de barris, ficando-se pelos 509,1 milhões de barris. Esta quebra foi mais expressiva do que os 1,2 milhões antecipados pelos analistas consultados pela Bloomberg, mas não convenceu os mercados. É que os stocks americanos contam com um número de barris acima do comum nesta época do ano. E a produção continua a subir.

Perante estes dados, o Brent voltou a perder valor. Afundou 3% para os 44,81 dólares, tocando assim num novo mínimo de novembro. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, seguia também a cair 2,9% para 42,25 dólares, acentuando a tendência de queda desde o último pico. O barril de WTI já tinha entrado em bear market, ou seja, acumulou uma queda de mais de 20% desde janeiro.

Os preços do petróleo tinham vindo a subir precisamente desde novembro, na sequência do acordo entre os países da OPEP para cortes na produção. Os efeitos do acordo fizeram-se notar desde então, mas são agora ameaçados não só pela recuperação da produção norte-americana como também pela renovada produção da Líbia, que coloca em causa a meta do cartel.

Segundo a Bloomberg, um comité que juntou esta terça-feira os países da OPEP e outros produtores de petróleo, concluiu que o mercado do petróleo só conseguirá um novo equilíbrio no segundo trimestre de 2018, já após a cessação do acordo para os cortes. Antecipa-se assim a manutenção da pressão nos mercados, ainda que haja bancos de investimento que apostem numa recuperação. O Saxo Bank antecipa uma subida de 20% das cotações no verão.

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