Taxa de desemprego revista em baixa: 9,5% em abril

Este é o valor mais baixo observado pelo INE desde dezembro de 2008, quase 10 anos. De acordo com o destaque divulgado esta sexta-feira, a taxa pode ter recuado ainda mais para 9,4% em maio.

O Instituto Nacional de Estatística reviu em baixa a taxa de desemprego em abril de 9,8% para os 9,5%, face à primeira estimativa revelada há cerca de um mês. Este é o valor mais baixo observado desde dezembro de 2008, mês em que o desemprego fixou-se nos 9,3%. Em maio, a previsão do INE é que a taxa tenha ficado nos 9,4%, continuando a trajetória descendente.

“A taxa de desemprego de abril de 2017 situou-se em 9,5%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior“, lê-se no destaque divulgado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Estima-se que a população desempregada de abril seja de 490,7 mil pessoas. Já a população empregada estima-se que seja de 4.663,5 mil pessoas.

Quanto a maio, a trajetória descendente parece continuar. A estimativa provisória do INE aponta para uma taxa de desemprego de 9,4%. “A estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4 658,9 mil pessoas”, acrescenta o destaque. A taxa de emprego situou-se em 59,8%.

INEINE

Apesar de no global a taxa de desemprego continuar a cair, não é isso o que acontece na faixa etária entre os 15 e os 24 anos. Depois de uma trajetória de melhoria até março, o desemprego entre os jovens tem vindo a aumentar: 23,8% em abril e 24,6% em maio. “Em maio de 2017, assistiu-se a um decréscimo mensal na população empregada de jovens (15 a 24 anos)”, esclarece o INE, dado que a taxa de emprego fixou-se nos 25%, menos 0,7 pontos percentuais que em abril.

Portugal mantém, assim, a tendência de redução do desemprego que mantém desde fevereiro deste ano, quando conseguiu, pela primeira vez desde 2009, uma taxa de desemprego mensal inferior a 10%. O Governo já fez saber que espera que a taxa de desemprego se mantenha abaixo dos 10% este ano, graças a uma evolução “muito positiva” que irá verificar-se ao longo de todo o ano, com uma “forte criação de emprego”.

(Atualizado às 11h33)

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