Governo espanhol revê em alta crescimento para 3% em 2017

  • Lusa
  • 3 Julho 2017

No primeiro trimestre a economia espanhola cresceu 3% em termos homólogos, uma evolução explicada pelas exportações e investimento.

O Governo espanhol aumentou esta segunda-feira de 2,7% para 3% a sua previsão de crescimento económico para 2017 e diminuiu em uma décima a sua estimativa de taxa de desemprego, para 17,4%.

Trata-se de uma revisão prudente, inferior à realizada por outros analistas”, afirmou o ministro das Finanças, Luis de Guindos, depois da reunião do Conselho de Ministros que atualizou o quadro macroeconómico espanhol. Madrid aumentou ainda numa décima a previsão de crescimento do PIB para 2018 e 2019, para 2,6% e 2,5%, respetivamente, mas manteve em 2,4% a estimativa para 2020.

Quanto à taxa de desemprego, baixou em duas décimas a de 2018, para 15,4%, numa décima a de 2019, para 13,6%, e uma décima a de 2020, para 11,8%.

De Guindos explicou que o elemento mais dinâmico da economia espanhola são as exportações, que no final do corrente ano deverão aumentar mais um ponto percentual em relação ao previsto anteriormente, para 6,5%, enquanto no resto do período, até 2020, se prevê um crescimento de pelo menos 5%. O ministro sublinhou que o padrão de crescimento da economia é agora mais equilibrado porque, apesar de ter como base a procura interna (consumo e investimento), tem a evolução positiva do setor externo (importações e exportações), devido ao forte crescimento das exportações.

No que diz respeito aos investimentos, o que mais cresce é na área da construção, que quase duplica durante o corrente ano e também em 2018 em relação ao quadro macroeconómico anterior, para 3,9% em 2017 e 4,0% em 2018. De Guindos realçou que, se estas previsões se verificarem, a economia espanhola irá continuar a ter um crescimento superior ao das principais economias desenvolvidas, nomeadamente as da Zona Euro, onde a Comissão Europeia prevê um crescimento médio inferior a 2%.

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