ADSE cancelou uma em cada quatro baixas médicas fiscalizadas

  • ECO
  • 6 Julho 2017

Juntas médicas analisaram mais baixas em 2016. E concluiu que em 25% dos casos os trabalhadores que solicitaram ausência do trabalho por doença estavam aptos para trabalhar.

Foram fiscalizadas 26.781 baixas em 2016 e em 25% dos casos as juntas médicas do sistema de proteção na doença da Administração Pública concluíram que o trabalhador estava em condições para trabalhar, de acordo com o Relatório de Atividades da ADSE relativo a 2016.

Entre as “altas” que foram determinadas pelas juntas médicas estão incluídos regressos ao trabalho com restrições ou com indicações para que o funcionário mude de funções. Noutros casos, as baixas foram rejeitadas porque os trabalhadores estavam ausentes do trabalho por doença há mais de ano e meio, adiantam o Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

As juntas médicas da ADSE (e que abrangem sobretudo funcionários públicos) fiscalizaram mais processos de baixas no ano passado em relação a 2015, ano que que analisou 24.316 situações de ausência por doença natural.

Estas fiscalizações ocorrem quando o trabalhador fica de baixa por um período superior a 60 dias.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

ADSE cancelou uma em cada quatro baixas médicas fiscalizadas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião