Estrangeiros são os mais certeiros nos preços-alvo do PSI-20

  • Rita Atalaia
  • 6 Julho 2017

São os analistas estrangeiros que mais acertam nas recomendações que fazem para as cotadas que acompanham. Entre estas recomendações certeiras, Jerónimo Martins é a que mais se destaca.

Os analistas estrangeiros são os que mais acertam nas recomendações que atribuem às cotadas que acompanham. Um relatório divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) dá destaque ao Credit Suisse, Citigroup e Société Générale. Mas também deixa claro que é uma questão de sorte e não de “persistência”. Entre as apostas certeiras, a Jerónimo Martins foi a empresa que mais se destacou.

“Nos analistas financeiros, devem ser destacados o Credit Suisse (50,0%), o Citigroup (47,4%) e a Société Générale (46,7%), por terem atingido o mais elevado grau de sucesso no alcance dos preços-alvo para a totalidade das recomendações emitidas“, lê-se no Relatório Anual da Atividade de Supervisão da Análise Financeira. Os estrangeiros continuam, por isso, a ser os que mais acertam nas recomendações. Mas o número de notas de research emitidas não se compara aos intermediários financeiros nacionais. O BPI (com 123 recomendações) e o CaixaBI (com 51) são os que mais se destacam, “tendo o respetivo grau de sucesso no alcance dos preços-alvo sido de 26,8% e de 25,5%”.

Nos analistas financeiros, devem ser destacados o Credit Suisse (50,0%), o Citigroup (47,4%) e a Société Générale (46,7%), por terem atingido o mais elevado grau de sucesso no alcance dos preços-alvo para a totalidade das recomendações emitidas.

CMVM

O regulador esclarece também que “nenhum destes três intermediários financeiros surgia em posição de relevo no relatório anterior, pelo que a comparação dos resultados entre os dois períodos sugere também não existir persistência entre os analistas financeiros“.

Jerónimo Martins foi a aposta mais certeira

A entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias avança ainda que entre estas recomendações certeiras, a Jerónimo Martins foi “a emitente para a qual os preços-alvo emitidos a 12 meses mais foram alcançados (68%)”. Isto quando no mesmo período do ano passado tinha sido a Luz Saúde a ocupar este lugar. Não há, por isso, “persistência no acerto dos preços-alvo” a nível das empresas, refere a CMVM, o que revela que os analistas tiveram sorte.

Olhando para estas recomendações, “sem se considerar o horizonte temporal, nem a tipologia, estes resultados” não se alteraram de forma significativa. Segundo o relatório, “as empresas em que se verificou uma maior proporção de acerto dos preços-alvo foram a Jerónimo Martins (56,7%) e a Galp Energia (55,3%), empresas que não surgiam em posição de destaque no período homólogo anterior”.

É nas recomendações de vender e manter que mais acertam

Nos últimos anos, os analistas financeiros têm privilegiado as recomendações de compra. Ao todo, cerca de 49,9% dos relatórios apresenta esta menção, refere a CMVM. Mas, entre outubro de 2015 e setembro de 2016, o índice PSI-20 Total Return — que inclui dividendos — perdeu mais de 5%. Por isso, não é por acaso que as recomendações de vender e manter tenham sido as mais certeiras.

“Se a análise for efetuada por tipo de recomendação, conclui-se novamente que é nas recomendações de vender e manter que há maior grau de acerto do preço-alvo pelos analistas”, refere o regulador no relatório divulgado esta quinta-feira. Entre as recomendações de comprar, o destaque vai para a Ibersol, a Jerónimo Martins e a Sonae Capital por terem “uma proporção de recomendações superior a 50% em que o preço-alvo foi alcançado”.

Já nas recomendações de manter, há três empresas em que esta proporção supera os 75%: Corticeira Amorim, Jerónimo Martins e Galp Energia. Quando os analistas aconselharam vender, “revelaram precisão integral no caso dos CTT”. No entanto, há que salientar que “em duas empresas nas recomendações de vender, em cinco nas de manter e em outras dez nas de comprar, o grau de precisão foi nulo”.

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