Risco de assalto em Tancos já era conhecido

  • ECO
  • 6 Julho 2017

Com base numa denúncia que punha a descoberto o risco de um assalto em larga escala a instalações militares, a PGR já tinha aberto um inquérito-crime há vários meses. Mesmo assim, o furto aconteceu.

A possibilidade de um assalto em larga escala a instalações do Exército, nomeadamente à base militar de Tancos, já era do conhecimento da Justiça portuguesa há alguns meses. Com base numa denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR), terá mesmo sido aberto um inquérito-crime tratado com especial cuidado de confidencialidade por parte do Ministério Público (MP), avançou a Sábado.

Mas a alegada inércia quanto à aplicação de medidas preventivas acabou por não impedir que uma grande quantidade de material de guerra acabasse por desaparecer, como aconteceu na última semana. No entanto, como indicou a SIC Notícias esta quinta-feira, o furto de armamento em Tancos “está nas mãos” no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para a investigação de “uma realidade mais vasta” — a “suspeita de crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional”, como se foi indicado pelo MP numa nota à comunicação social.

A estação de Carnaxide recorda ainda que, em abril de 2016, a Polícia Judiciária (PJ) deteve doze pessoas “dedicadas ao tráfico de armas”, entre elas um sargento-chefe no Regimento de Paraquedistas de Tancos. Um grande roubo de material chegou a ser apreendido pelas autoridades. E dá conta que a PJ já tinha alertado para a possibilidade de estarem a ser desviadas armas de Tancos.

O roubo de uma grande quantidade de material de guerra dos Paióis Nacionais de Tancos está a ser notícia internacional desde a semana passada. Pessoas ainda não identificadas terão conseguido cortar a vedação e violar o perímetro miliar, arrombado dois paióis do Exército e levando centenas de granadas ofensivas, munições e outro equipamento de guerra, propriedade das Forças Armadas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Risco de assalto em Tancos já era conhecido

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião