Resultados aquém do esperado afundam Jerónimo Martins

Lucro da dona do Pingo Doce cresceu menos de 1%, desapontando investidores. Ações registam maior queda em quase três meses.

Jerónimo Martins está a afundar mais de 3% esta quinta-feira na bolsa de Lisboa, isto depois de a retalhista ter apresentado resultados que ficaram aquém do esperado no último trimestre. As ações sofrem a maior queda desde o início do maio.

Com uma queda de 3,45% para 16,77 euros, tratando-se do nível mais baixo dos últimos dois meses, o mercado está a refletir sobretudo as contas que a dona do Pingo Doce apresentou esta quarta-feira. Fechou o primeiro semestre do ano com lucros de 173 milhões de euros, um crescimento de apenas um milhão, ou 0,6%, quando comparado com o período homólogo do ano anterior. Este valor ficou aquém das expectativas dos analistas do CaixaBI, cujas estimativas apontavam para um resultado líquido de 179 milhões de euros.

Alvo de pressão vendedora, mais de 600 mil papéis trocaram de mãos em cerca de duas horas de negociação, um volume que compara com os 750 mil títulos negociados diariamente nos últimos 12 meses.

Jerónimo Martins cai para mínimos de dois meses

Não era só o CaixaBI que esperavam um melhor cenário para a Jerónimo Martins. Também para o BPI Research, “resultados trimestrais ligeiramente abaixo do esperado”.

“Em relação ao EBITDA, as margens ficaram abaixo das nossas estimativas sobretudo devido à Polónia e perdas mais elevadas com os novos negócios. O lucro líquido ficou abaixo das nossas estimativas refletindo também custos não recorrentes em Portugal”, argumentam os analistas do BPI.

E acrescentam: “A Jerónimo Martins tem uma forte operação na Polónia e vamos o crescimento de longo prazo na Colômbia como positivo, mas a avaliação continua esticada. (…) Lucro por ação continua fraco”.

O PSI-20 segue pressionado pela Jerónimo Martins, uma das cotadas com maior preponderância no índice. A bolsa recua 0,18% para 5.260,86 pontos.

"Em relação ao EBITDA, as margens ficaram abaixo das nossas estimativas sobretudo devido à Polónia e perdas mais elevadas com os novos negócios. O lucro líquido ficou abaixo das nossas estimativas refletindo também custos não recorrentes em Portugal.”

BPI Research

Iberian Daily

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