Novo Banco inicia venda do negócio dos seguros vida

O banco já começou a fazer contactos no sentido de alienar a GNB Seguros Vida, avança a Reuters.

O Novo Banco iniciou o processo de venda dos ativos da área dos seguros do ramo vida. A notícia é avançada pela Reuters, que diz que a venda da GNB Seguros Vida está a ser assessorada pela Deloitte.

“O Novo Banco iniciou formalmente o processo de contactos para venda da sua seguradora GNB Vida assegurando a realização de um contrato de distribuição de longo prazo em exclusividade”, confirmou à Reuters um porta-voz do Novo Banco.

Em causa está a venda do negócio dos seguros do ramo vida que ainda está nas mãos do banco liderado por António Ramalho, cujos ativos geridos estão avaliados em mais de cinco mil milhões de euros. “A GNB Vida, com ativos totais superiores a cinco mil milhões de euros, é uma das mais importantes seguradoras do ramo vida em Portugal, sendo a última seguradora disponível com acesso a uma rede bancária de referência”, acrescentou a mesma fonte à agência de notícias.

Em termos de presença, a GNB Seguros Vida terminou o ano de 2016 na nona posição no segmento do Ramo Vida, em Portugal, com uma quota de mercado de prémios de 2,3%, segundo o relatório e contas da seguradora. Este valor compara com uma quota de 5,4% que se verificava no final de 2015. Em termos de resultados, a seguradora terminou o ano passado com prejuízos de 85,5 milhões de euros, abaixo dos 98 milhões registados em 2015.

Em 2016, volume de negócios total da GNB Seguros Vida caiu 67%, para 153,1 milhões de euros, tendo a seguradora justificado essa queda com a redução da produção de seguros PPR, no montante de cerca de 21 milhões de euros, e com a diminuição da produção de seguros de capitalização no montante de 290 milhões.

“O processo de contactos está a ser assessorado pela consultora Deloitte“, acrescentou a mesma fonte oficial da seguradora.

A decisão de avançar com a alienação dos seguros vida acontece numa altura em que o Novo Banco está a levar a cabo uma oferta de aquisição de dívida sénior, em troca de dinheiro, com o objetivo de reforçar os seus rácios em 500 milhões de euros. Os cerca de 2,7 mil milhões de euros necessários para pagar aos investidores que aceitem a oferta serão financiados, em parte, através da venda de ativos.

(Notícia atualizada às 18h06, com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco inicia venda do negócio dos seguros vida

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião