Rui Moreira: “Há dez anos, Porto não teria” capacidade para candidatura assim

  • Marta Santos Silva
  • 2 Agosto 2017

No Ministério dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva afirmou que mais cidades concorrentes tornam candidatura do Porto para acolher sede da Agência Europeia do Medicamento mais ambiciosa.

Rui Moreira afirmou esta quarta-feira que, “há dez anos”, o Porto não teria capacidade de apresentar uma candidatura para acolher a nova sede de uma agência europeia como faz agora ao tentar atrair a Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Na apresentação lisboeta desta candidatura, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, o presidente da Câmara do Porto referiu, como exemplos, os avanços sentidos neste período nas universidades, infraestruturas e no aeroporto portuense, que garantem agora à cidade nortenha a capacidade e os recursos de se posicionar como uma boa candidata para sede da EMA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, (ao centro) apresenta oficialmente a candidatura do Porto para receber a Agência Europeia do Medicamento (EMA) com Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto (à dir) e Fernando Araújo, secretário de Estado adjunto da Saúde (à esq).Paula Nunes/ECO 2 Agosto, 2017

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anfitrião da apresentação, optou, por sua vez, por sublinhar a grande capacidade competitiva do Porto, “a nível mundial”, nos campos da saúde, seja no desenvolvimento académico, seja no empresarial. Também assinalou a importância da candidatura do Porto como uma proposta que não é apenas de uma cidade, mas sim de uma área de influência que vai até às universidades de Braga e Aveiro, por exemplo. “Estamos a projetar uma nova centralidade para a Europa”, acrescentou.

Sobre as outras 18 cidades contra as quais o Porto se defronta na corrida para receber a EMA quando esta sair de Londres, aquando do Brexit, Augusto Santos Silva não se mostrou intimidado, dizendo antes que o grande número de candidaturas “permite que a escolha seja criteriosa” e “torna ainda mais importante e ambiciosa a candidatura portuguesa”.

A candidatura portuguesa vai agora ser avaliada pelas autoridades europeias e pelos restantes Estados-membros, embora tenha sido considerada pelo Politico como uma das menos empenhadas, escreveu ontem o jornal. Uma nota será emitida a 30 de setembro, e a decisão final deverá ser tomada em novembro deste ano.

A Câmara do Porto criou entretanto um vídeo de apresentação da cidade, intitulado “O Porto dá as boas-vindas à EMA”:

A escolha da nova sede vai ser decidida através de uma votação que pode ter até três fases. Após a receção e apresentação de todas as candidaturas, os Estados-membros vão começar por votar acerca da candidatura que consideram melhor para a Agência Europeia do Medicamento, numa primeira fase através da atribuição de seis pontos: três para a melhor hipótese, dois para a segunda melhor, e um para a terceira melhor. As candidaturas do Top Três passam para a segunda volta, quando cada Estado-membro pode atribuir um voto. Se alguma candidatura obtiver 14 pontos ou mais, ou seja, uma maioria, fica escolhida, caso contrário há uma terceira volta em que a candidatura que obtiver mais votos é a escolhida.

Veja aqui as três possibilidades de localização:

Palácio Atlântico

 

Palácio Atlântico, Porto

Palácio Correios

Palácio Correios, Porto

Avenida Camilo

Avenida Camilo, Porto

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