SEF: “Há uma necessidade urgente de admissão de novos inspetores”

O sindicato do SEF convocou uma greve de dois dias, em protesto contra a falta de inspetores e de investimento nos meios materiais.

Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) são alvo de “pressões para aligeirar a fiscalização” nos aeroportos, mas não têm recursos humanos suficientes para dar vazão às enchentes de turistas que todos os dias chegam aos aeroportos nacionais. Por isso, há uma “necessidade urgente de admissão de novos inspetores“, garante o sindicato que representa os inspetores do SEF.

“Há pressões para aligeirar a fiscalização. Essa pressão para acelerar a fiscalização existe todos os dias, não só por parte das operadoras, como por parte do Governo, quando põe num relatório como objetivo um tempo máximo para controlo de passageiros”, critica Acácio Patrício Pereira, presidente do Sindicato da Carreira da Inspeção e Fiscalização (SCIF), em declarações à RTP3, depois de o sindicato ter convocado uma greve para os dias 24 e 25 de agosto.

Em causa, explicou o sindicato no pré-aviso de greve, está a falta de respostas por parte do Ministério da Administração Interna. O sindicato do SEF exige a admissão de 200 novos inspetores e um investimento para a renovação dos meios informáticos, que considera estarem “obsoletos”.

Apesar deste cenário, Acácio Patrício Pereira assegura que “os procedimentos de segurança continuam a ser cumpridos com rigor” e a prova disso são “as tais filas e tempos de espera nos aeroportos”. Ainda assim, diz o sindicalista, sem os 200 novos inspetores, o SEF não poderá “continuar a garantir as condições de segurança aos cidadãos”.

O sindicato denuncia ainda que o Governo se prepara para “reduzir valências e capacidades” ao SEF, nomeadamente a “investigação criminal, uma área fundamental para a segurança”. “Apenas alguém irresponsável terá vontade de fazer isso”, acusa Acácio Patrício Pereira.

Para desconvocar a greve, o sindicato exige um “desenvolvimento positivo” relativamente a “todos os pontos que estão em cima da mesa”.

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