Vieira da Silva: Passagem da Carris “foi a decisão correta”

O ministro do Trabalho considera que as "melhorias claras" nos serviços da Carris tornam a passagem da Carris uma "decisão correta". Ao ECO, o Ministério do Ambiente recusa-se a comentar.

Ainda que Marcelo Rebelo de Sousa tenha vetado as alterações à passagem da Carris para a alçada da Câmara de Lisboa devido à blindagem que impede passagem da Carris a privados, “a passagem da gestão foi uma decisão correta”, devido às consequências positivas que está a ter no desempenho dos serviços, disse esta quarta-feira o ministro do Trabalho, Vieira da Silva

“A manutenção das empresas na esfera pública e esfera privada é uma decisão que compete aos poderes públicos”, garantiu o ministro, em declarações transmitidas pela RTP. “A passagem da gestão foi uma decisão correta porque a nível de desempenho as melhorias são claras”.

Marcelo Rebelo de Sousa devolveu à Assembleia da República, sem promulgação, o diploma que altera as regras da passagem da Carris para a alçada da Câmara de Lisboa, validado pelo PS, PCP e Bloco de Esquerda na mesma instituição. Segundo a carta divulgada na página oficial da Presidência da República, o Presidente considera que o regime, como ficou definido, limita excessivamente as opções futuras da autarquia relativamente à Carris, ao impedir a concessão ou subconcessão a privados, mesmo que seja essa a vontade da Câmara.

Fonte oficial do Ministério do Ambiente afirmou ao ECO não comentar o chumbo de Marcelo Rebelo de Sousa por este não dizer respeito ao decreto-lei do Governo, mas sim às alterações introduzidas ao mesmo na Assembleia da República através do pedido de apreciação parlamentar. “O decreto-lei da responsabilidade do Governo, que atribuiu a propriedade da Carris à Câmara Municipal de Lisboa foi promulgado pelo Presidente da República e já está em vigor”, acrescentou a mesma fonte.

O PCP irá reagir oficialmente à decisão do Presidente, às 14h30, em frente da estação de metro da Ameixoeira, pela voz do candidato à Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira.

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