Lisboa avança e BCP interrompe perdas. Impresa cai

A bolsa de Lisboa abriu no verde, apoiada em ganhos das principais cotadas esta quinta-feira. BCP avançava depois de sete sessões de perdas. Impresa derrapava com notícia da venda/fecho das revistas.

A bolsa de Lisboa abriu em terreno positivo, com as principais empresas cotadas a registarem ganhos num dia em que as atenções estarão voltadas para o setor dos media, mas também para o desempenho da Sonae, que apresentou resultados esta quarta-feira, após o fecho dos mercados.

O PSI-20 avançava 0,21%, acompanhando a tendência das principais praças europeias (o Stoxx 600 subia 0,29%). Nota positiva para o BCP, que se posicionava para interromper um ciclo de sete sessões consecutivas de perdas. O banco liderado por Nuno Amado valorizava 0,31%, com os títulos a valerem 22,7 cêntimos.

Também o setor da energia contribuía para os ganhos. A EDP avançava 0,41%, enquanto a EDP Renováveis somava 0,15% e a petrolífera Galp Energia subia 0,22%. Já os CTT avançavam quase 1%, corrigindo as perdas registadas esta semana.

Destaque para as ações da Sonae, que estavam a valorizar 0,31% para 96,3 cêntimos, mesmo com a notícia de que a empresa fechou o primeiro semestre do ano com uma queda de 4,4% nos lucros em relação ao semestre homólogo. A holding obteve ganhos de 73 milhões de euros entre janeiro e junho.

Nota negativa para os títulos da Impresa, que abriram a sessão desta quinta-feira a desvalorizar 2,79% para 31,4 cêntimos no PSI Geral, depois da notícia de que o grupo português de media está decidido a desfazer-se da esmagadora maioria dos negócios que tem no segmento de publishing.

Das dezenas de títulos, a firma só deverá ficar com o Expresso e a Caras, vendendo ou fechando os restantes, incluindo a revista generalista Visão. É um mau presságio para o setor dos media, que deverá estar sob pressão também nos mercados internacionais esta quarta-feira, com a notícia de que o grupo WPP, um dos maiores no setor da publicidade, alertou os investidores de que praticamente não deverá crescer este ano.

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