Rajoy incita catalães a abandonarem planos de referendo

Numa declaração a partir do Palácio de Moncloa, o primeiro-ministro espanhol disse "basta" ao governo catalão nas intenções de avançar com o referendo. "Cada violação terá resposta, que será firme".

O primeiro-ministro espanhol reafirmou, esta quarta-feira a noite, a ilegalidade do referendo e instou o governo catalão a parar com os atos ilegais e regressar à democracia.

“Incitei-os a dar como terminadas as suas ações ilegais, de abandonar os seus planos. Eles sabem que este referendo agora não pode ser levado a cabo”, afirmou Mariano Rajoy numa declaração institucional a partir do Palácio de Moncloa. “Nunca foi legal ou legítimo. Agora não é nada mais do que uma quimera impossível ou, o que ainda é pior, uma desculpa que alguns usam para aprofundar ainda mais as fraturas que criaram na sociedade catalã“, continuou o primeiro-ministro de Espanha.

Rajoy incitou assim Carles Puigdemont, presidente da Generalitat, que renuncie “à escalada de radicalismo e desobediência“, alertando que “estão a tempo de evitar males maiores”. Dirigindo-se aos independentistas, disse ainda que deixem “que os catalães possam fazer a sua vida em paz, sem pressões nem disputas”.

“Não continuem. Não têm nenhuma legitimidade. Regressem à democracia”, apelou Rajoy dirigindo-se ao Governo catalão, referindo que o movimento independentista não tem “qualquer apoio internacional” ou “amparo jurídico”.

Pelo menos 14 dirigentes do governo catalão envolvidos na organização do referendo à independência foram detidos pela Guarda Civil espanhola nesta quarta-feira, numa operação levada a cabo com o objetivo de travar a realização do referendo sobre a independência da Catalunha, marcado para o dia 1 de outubro.

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