Ryanair volta a cobrar taxas na remarcação dos voos cancelados

  • ECO
  • 20 Setembro 2017

Para procederem à remarcação das viagens canceladas pela companhia aérea, os clientes têm de voltar a pagar taxas de bagagem e de marcação de lugares.

Os passageiros que viram os seus voos cancelados pela Ryanair estão a ser obrigados a assumir os custos com bagagem e marcação de lugar que já tinham pago quando compraram o bilhete pela primeira vez. Para procederem à remarcação da viagem têm de voltar a pagar essas taxas.

A situação é denunciada pelo Jornal de Notícias (acesso pago), que informa ainda que há outros clientes que estão a ser confrontados com novas tarifas, estas muito superiores às que pagaram, ao reservarem com antecedência.

No Twitter, muitos clientes já se queixaram desta prática, afirmando também que, aquando da remarcação, a empresa de aviação marcou lugares separados a clientes que iam juntos, tendo estes que pagar para voltar a ficar nas mesmas posições.

Outros tentam ainda obter algum esclarecimento por parte da operadora aérea em relação a este caso, visto que os canais de apoio têm estado sobrelotados.

A companhia aérea irlandesa anunciou na passada semana que, devido a erros na alocação das férias dos pilotos entre os meses de setembro e outubro, não existe tripulação suficiente para cumprir todos os voos marcados. “Esta é uma confusão que nós criámos. Peço desculpa a todos os nossos clientes por qualquer preocupação que isto lhes tenha causado”, afirmou o presidente executivo, Michael O’Leary, em comunicado.

Desde então já foram anunciados 2.000 voos, com os aeroportos de Lisboa e Porto entre os mais afetados. Desde a próxima quinta-feira até outubro serão canceladas 346 ligações de e para Portugal. Enquanto a Autoridade Nacional de Aviação Civil recomendou aos clientes afetados que apresentassem queixa formal contra a empresa, a Deco garantiu que estes têm direito a indemnizações de até 400 euros por viagem cancelada, para além do reembolso ou remarcação da viagem, refeições e alojamento.

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