Science4you acerta no alvo e entra nos EUA pela porta grande

  • Juliana Nogueira Santos
  • 28 Setembro 2017

Até ao Natal, as cerca de duas mil lojas da Target nos EUA vão vender três modelos de brinquedos da marca. Um negócio que representa meio milhão de euros em vendas.

Há mais um país onde os mais novos podem aprender ciência de forma divertida. A Science4you conseguiu entrar nos Estados Unidos pela porta grande através da Target, uma das maiores empresas de retalho do país. Até ao Natal, as mais de 1,8 mil lojas da rede vão receber três modelos dos brinquedos educativos da empresa portuguesa.

“O mercado dos brinquedos nos EUA é representado por três grandes empresas, a Walmart, a Target e a Toys R Ur. Para se estar no país é preciso ter uma delas”, explica ao ECO, Miguel Pina Martins, fundador e CEO da Science4you. “Conseguimos entrar na Target, que é um colosso, e isso é muito importante para nós”.

O negócio vai representar um encaixe de 500 mil euros em vendas, um valor que, a constituir-se uma parceria de sucesso, poderá ir até aos seis milhões de euros. “Se correr bem, poderemos duplicar os modelos e passar a ter dez referências à venda”, considera o fundador da empresa portuguesa.

"O mercados dos brinquedos nos EUA é representado por três grande empresas, a Walmart, a Target e a Toys R Us. Para se estar no país é preciso ter uma delas.”

Miguel Pina Martins

Fundador e CEO da Science4you

Ainda que a Science4you já vendesse os seus brinquedos através da Amazon, com entregas no continente americano, a entrada física num dos gigantes do mercado é muito mais significativo para a marca. Além disto, e como explica Miguel Pina Martins, as grandes retalhistas tendem a espelhar negócios: “A entrada dá visibilidade e andam mais ou menos atrás das outras. Entrando num deles, em princípio, a entrada nos outros é mais fácil”.

Insolvência da Toys R Us não vai afetar negócio

Nesta altura, outro colosso do mercado dos brinquedos, a Toys R Us, tem marcado as manchetes por ter declarado falência em território norte-americano. A retalhista falhou na adaptação ao online e foi obrigada a apresentar um pedido de proteção contra credores. A empresa garantiu que a operação em território europeu e asiático não está em causa.

"Acreditamos que a Toys R Us se vá endireitar e vá encontrar o seu caminho, tanto no online como nas lojas físicas.”

Miguel Pina Martins

Fundador e CEO da Science4you

A trabalhar com a empresa em quatro países diferente — Polónia, França, Espanha e Portugal –, a Science4you também não vai ser afetada pelo plano de insolvência, mas o fundador nota que este é um sintoma que se tem alastrado a mais empresas do setor: “Todos os retalhistas tradicionais nos Estados Unidos estão a passar por problemas graves”, garante.

As cicatrizes desta falência vão passar também para a indústria sendo que, segundo o mesmo, “vai retirar confiança a um mercado que estava a crescer há dez anos consecutivos”. No entanto, o empresário mantém a confiança naquele que é um dos seus grande parceiro, ao afirmar que “acreditamos que a Toys R Us se vá endireitar e vá encontrar o seu caminho, tanto no online como nas lojas físicas”.

Rumo aos 23 milhões

Como garantiu ao ECO em julho deste ano, o presidente executivo da Science4you quer fechar o ano de 2017 com uma faturação de mais de 20 milhões de euros. No ano em que a empresa celebra dez anos de vida, esta atingirá os 22 a 23 milhões de euros em vendas: “Felizmente mantemos o nosso objetivo”.

Em relação à ampliação da fábrica, uma condição essencial para cumprir com sucesso a entrada em novos mercados, os planos “estão a andar mais devagar do que esperávamos”, avança Miguel Pina Martins. A conclusão das obras estará marcada para o próximo mês, mas não interferirá em nada com o negócio norte-americano.

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