BPI: BCP vale mais. É uma “história de recuperação de resultados”

  • Rita Atalaia
  • 12 Outubro 2017

O BPI acredita que as ações do BCP estão subvalorizadas face aos pares ibéricos e da Europa. Vê um potencial de valorização de 35%. Para o banco, o BCP é uma "história de recuperação de resultados".

O BPI retomou a cobertura das ações do BCP… e está otimista. O banco de investimento considera que a instituição financeira liderada por Nuno Amado está muito subvalorizada em relação aos pares, atribuindo-lhe uma avaliação que confere um potencial de subida de 35%. É que apesar de ainda haver dúvidas em torno da exposição a ativos tóxicos e dos créditos na Polónia, o BPI salienta que o BCP deverá ser uma “história de recuperação dos resultados”.

As ações do BCP estão a negociar nos 24,51 cêntimos, mas o BPI acredita que este não é o valor justo. Numa nota de research em que retoma a cobertura dos títulos, o banco atribui-lhe um preço-alvo de 33 cêntimos para 2018. Ou seja, uma valorização de 35% em relação ao preço atual das ações, o que justifica a recomendação de “comprar”. A média das avaliações dos analistas consultados pela Bloomberg é de 26 cêntimos.

Ações do BCP estão a negociar nos 24,51 cêntimos

Apesar de ainda existirem dúvidas em torno da “evolução dos NPE [exposição ao crédito malparado], da cobertura [destes créditos] e a incerteza em relação aos créditos em moeda polaca”, o BPI diz que o BCP está a “negociar com um desconto entre 28% e 53% face aos pares ibéricos e à média do setor europeu”. Para além disso, “os riscos associados à cobertura [dos empréstimos em incumprimento] parecem estar incorporados”, os “receios em torno do capital aliviaram e o anúncio dos requisitos do SREP 2018 pode ser um catalisador de relevo”, de acordo com a nota obtida pelo ECO.

"O BCP deve tornar-se numa história de recuperação dos resultados (…) suportada pela melhoria da margem financeira.”

BPI

O banco está “a caminho de alcançar os objetivos de redução do NPE” e deve, por isso, tornar-se “numa história de recuperação dos resultados”, suportada pelo aumento da margem financeira.

Os bancos portugueses estão a fazer um esforço para reduzir o peso do malparado, que continua a penalizar a sua rentabilidade. Para além dos planos apresentados por cada instituição financeira, será ainda criada uma plataforma para ajudar a resolver estes créditos.

Como avançou o ECO, a Plataforma de Gestão de Créditos Bancários vai ser criada muito em breve. CGD, BCP e Novo Banco já assinaram o memorando de entendimento para colocar este mecanismo que quer solucionar os créditos em incumprimento em funcionamento, algo que deverá acontecer até ao final deste ano. A expectativa, sabe o ECO, é de encolher para um terço o tempo médio de reestruturação destes créditos, reduzindo-o para seis meses. Devem começar a ver-se resultados no final do primeiro trimestre de 2018.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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