Delta vai vender café no gigante chinês Alibaba

A marca portuguesa de cafés entrou esta semana para a plataforma de comércio eletrónico Alibaba. Pretende faturar cerca de 700 mil euros no primeiro ano.

A marca nacional de café Delta integrou este mês a plataforma do gigante chinês Alibaba. Desta parceria, que vai durar cinco anos, a marca espera conseguir faturar cerca de 700 mil euros já no primeiro ano.

O anúncio foi feito por Alberto Pinto, diretor para os mercados internacionais da Delta Q, na cerimónia de comemoração dos dez anos na marca, que decorreu esta quarta-feira no Centro Cultural de Belém. Desde o dia 13 de outubro que a marca de cafés estabeleceu uma parceria com o gigante de comércio eletrónico Alibaba, onde serão vendidos os produtos da empresa nacional na plataforma chinesa.

Esta parceria, que terá a duração de cinco anos, aconteceu porque o Alibaba “identificou a categoria dos cafés” pelo seu potencial crescimento futuro “e desafiou a Delta” para uma colaboração conjunta, explicou Alberto Pinto. A marca portuguesa conta com mais de 15 pedidos de registo de patentes desde novembro do ano passado e vê no gigante chinês uma boa aposta na sua internacionalização, visto que o Alibaba conta com 450 milhões de consumidores e regista 45 milhões de euros de vendas diárias.

Será a própria Delta Q a gerir a sua loja online na plataforma TMALL do Alibaba, onde estarão disponíveis para venda cápsulas da empresa e também café moído e em grão. Nuno Miguel Nabeiro, administrador do grupo Nabeiro Delta Cafés, confessou que: “o nosso objetivo é faturar 700 mil euros no primeiro ano fiscal”. Algo que não deve ser difícil de alcançar, tendo em conta que o Alibaba assegura 60% das vendas online de produtos alimentares, segundo adiantou Alberto Pinto.

A marca Delta Q está também presente na Amazon, no entanto, as vendas ainda “são muito pequenas”, disse Rui Miguel Nabeiro. O mercado internacional já representa 35% das vendas da Delta Q, espalhadas por 25 países. E, para o administrador da marca, a Delta Q representa o caminho para o sucesso em “ser um dos dez maiores grupos de café mundiais na próxima década”.

Durante o evento, a marca lançou ainda um novo sistema inovador de extração de café, onde este entra para a chávena a partir do fundo e duas edições de cápsulas – uma biológica e duas assinadas pelos chef’s Chakal e Vitor Sobral. “Em 5 anos queremos faturar o dobro do que faturamos nos 10 anos da nossa marca”, apontou Rui Miguel Nabeiro.

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