Como inovar para combater o cibercrime? COTEC promove conferência à procura de respostas

  • ECO
  • 3 Novembro 2017

A COTEC promove na próxima quarta-feira uma conferência sobre inovação como forma de mitigar o risco do cibercrime. Evento decorrerá na Gulbenkian e contará com nomes de peso de ambas as áreas.

A inovação e a cibersegurança vão casar na próxima conferência da COTEC Portugal, Associação Empresarial para a Inovação. Numa sociedade cada vez mais globalizada e interligada, o cibercrime é um risco bem presente e que custa milhares de milhões de euros à economia global todos os anos. É por isso que se torna urgente inovar e encontrar soluções que permitam mitigar esse risco — transversal a todos os setores, na relação entre os setores público e privado, mas particularmente relevante no mundo financeiro.

Alguns nomes de peso destes campos vão juntar-se no próximo dia 8 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, para apresentar ideias e sugestões sobre como gerir a ameaça cibernética recorrendo à inovação. São várias intervenções e dois painéis de debate, numa conferência que arrancam às 14h10 e terminam às 18h30, com a intervenção final da secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann. O ECO é o parceiro de media desta iniciativa.

Entre os participantes estará Tim Maurer, diretor da Cyber Policy Initiative do Carnegie Endowment for International Peace. Em março deste ano, esta instituição propôs aos países do G20 a assinatura de um compromisso de não envolvimento em operações cibernéticas que possam “ameaçar a estabilidade financeira, nomeadamente manipulando a integridade dos dados de instituições financeiras ou comprometendo a disponbilidade de sistemas críticos”. O protocolo proposto pressupõe também a colaboração mútua entre Estados em caso de incidente e é uma medida que está a ser discutida pelos líderes do G20. Maurer é o orador principal num dos painéis da conferência “Innovation meets Cybersecurity: the Public-Private Cooperation Challenge”.

Suzanne Spaulding, antiga subsecretária do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, é outra das cabeças de cartaz desta conferência da COTEC Portugal. Num documento de apresentação da norte-americana, lê-se que “a cibersegurança não é o objetivo”: a meta é “conseguir todos os benefícios que um mundo conectado tem para oferecer”, sobretudo num momento em que muitos dos dispositivos eletrónicos já estão ou podem vir a ser conectados à internet. Spaulding deverá explorar esta ideia na sua intervenção.

Outro dos nomes de peso nestas áreas é Donna Dodson, conselheira chefe em cibersegurança no National Institute of Standards and Technology, que deverá partilhar alguns desenvolvimentos ao nível de investigação no campo da cibersegurança, bem como alguns padrões e boas práticas para melhor gerir o risco.

No evento estarão ainda presentes a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, assim como Francisco de Lacerda (líder dos CTT e presidente da COTEC), Isabel Mota (presidente da Fundação Calouste Gulbenkian), e muitos outros nomes reconhecidos pelo público. Para mais informações sobre o evento e agenda, consulte o site da COTEC.

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