Wall Street bate novos máximos. Investidores de olho na OPA à Qualcomm

Os principais índices dos EUA fecharam em novos máximos históricos, depois de a Broadcom ter feito uma oferta de compra à Qualcomm e perante a confiança face ao plano de corte de impostos às empresas.

O mercado acionista norte-americano encerrou a primeira sessão da semana em alta, com os principais índices bolsistas em máximos de sempre. Foi o que aconteceu com o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq. Os investidores viram com bons olhos o anúncio da maior OPA tecnológica de sempre. Olharam com agrado também para o plano dos republicanos de cortar os impostos às empresas, o que acreditam irá puxar pelos resultados empresariais.

O S&P 500 encerrou a sessão a valorizar 0,13%, para os 5.591,13 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 0,04, para fechar nos 23.548,42 pontos. Já o Nasdaq acelerou 0,33%, para os 6.786,44 pontos. Para qualquer destes três índices, o valor de fecho é o mais elevado de sempre.

Os investidores receberam com agrado o anúncio desta segunda-feira por parte da Broadcom que pretende oferecer 130 mil milhões de dólares pela Qualcomm, naquela que é a maior oferta de compra de sempre do setor tecnológico. “O facto é que o acordo que está em cima da mesa é enorme”, afirmou Paul Nolte, gestor de ativos da Kingsview Asset Management citado pela Reuters. “Não vimos muitos acordos celebrados este ano. Pelo que isto pode impulsionar alguns negócios em antecipação da mudança da política de impostos”, complementou o mesmo especialista.

As ações das duas empresas registaram fortes ganhos durante a sessão, depois de conhecida essa OPA. Os títulos da Qualcomm terminaram a valorizar 1,15%, para os 62,52 dólares, mas chegaram a disparar 5,69%. No caso da oferente Broadcom, as ações encerraram a ganhar 1,42%, para os 277,52 dólares, sendo que chegaram a ganhar 2,99%.

Contudo, há mais notícias que ajudaram a puxar pelos índices bolsistas norte-americanos. Os investidores viram com otimismo a proposta da semana passada dos republicanos de corta para 20%, face aos anteriores 35%, a taxa de imposto sobre as empresas.

“Julgo que este será o principal driver”, afirmou a esse propósito John Brady, diretor geral da R.J. O’Brien & Associates para justificar a subida das ações norte-americanas. “Mesmo que vá apenas para os 25% ou 27%, está a ir no bom caminho”, acrescentou o mesmo especialista.

Entre as subidas de maior peso no S&P 500 referência para as ações da Apple que valorizaram 1,01% para 174,25 dólares.

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