Catarina Martins: 2018 e 2019 não vão chegar para cumprir acordo com o PS

A líder do Bloco de Esquerda afirmou esta sexta-feira que as medidas acordadas com o PS que não estavam calendarizadas demoraram mais a entrar em vigor.

Catarina Martins alertou esta sexta-feira que o tempo que resta na legislatura não será suficiente para cumprir todas as medidas da posição conjunta assinada com o Partido Socialista no final de 2015. Em entrevista à Antena 1, a líder do BE disse ter aprendido uma lição nestes dois anos de geringonça: as medidas que não foram calendarizadas demoraram mais tempo a ser postas em prática. Para o OE2018 garante que será um Orçamento com menos cativações, principalmente na saúde, apesar de reconhecer a dificuldade de negociar com Mário Centeno.

Cortesia Antena 1

“Esta foi uma aprendizagem que nós fizemos que foi muito importante. As medidas que estão calendarizadas com valores claros, o Governo foi executando porque isso seria uma falha grave de compromisso”, começou por dizer Catarina Martins, identificando medidas que não antagonizam a Europa ou as finanças públicas — como é o caso da reposição dos feriados ou as medidas relativas aos direitos das pessoas.

“As medidas que estão apontadas como campos de convergência (…) mas que não têm uma calendarização clara… Por exemplo, a redução de número de alunos por turma”, contrapôs a líder do Bloco, referindo que este tipo de medidas tem demorado muito mais tempo a serem executadas. Em causa está também o reforço do Serviço Nacional de Saúde ou o fim do banco de horas individual. “As [medidas] que não têm uma data associada estão mais complicadas”, admitiu.

Na mesma entrevista, Catarina Martins revela ainda que sem o PCP não haverá política de esquerda. A líder do BE argumenta que, apesar das suas diferenças, o seu partido, a nível da economia, está mais próximo dos comunistas do que os socialistas. “Não tem nenhum sentido achar-se que o Partido Socialista é parceiro mais depressa do Bloco de Esquerda do que o PCP”, concluiu a líder do BE.

Catarina Martins deixou ainda um aviso para António Costa: Portugal ainda não introduziu o tema das dívidas soberanas no palco europeu, tal como o primeiro-ministro tinha prometido fazer após as eleições alemãs, que ocorreram no final de setembro. Para os próximos dois anos, as prioridades do BE passam pela dívida, mas também pela reversão das medidas introduzidas anteriormente na legislação laboral.

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