Centeno no Eurogrupo? Decisão será tomada no “momento próprio”, diz Costa

  • Lusa
  • 17 Novembro 2017

Costa sublinhou que não vale a pena especular sobre uma candidatura que ainda não existe. Centeno tem até ao final de Novembro para apresentar o seu interesse no cargo de presidente do Eurogrupo.

O primeiro-ministro manteve, esta sexta-feira, em Gotemburgo a incógnita em torno da eventual candidatura do ministro das Finanças à presidência do Eurogrupo, afirmando que a decisão pode ser tomada até 30 de novembro e será tomada “no momento próprio”.

À saída de uma “cimeira social” de líderes da União Europeia, em Gotemburgo, Suécia, António Costa, questionado sobre se aproveitou a ocasião para discutir com parceiros europeus a eventual candidatura de Mário Centeno ao Eurogrupo e a candidatura do Porto a acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA), referiu que “nenhum dos temas esteve em agenda”, mas reconheceu que contactos “há sempre, como é evidente”.

“Como sabe, para o Eurogrupo a apresentação das candidaturas está aberta até dia 30. E relativamente às cidades, o Porto será seguramente um grande destino para a agência (EMA). Espero que venha a reunir os votos necessários na primeira volta, na segunda volta, e ganhe na final”, disse, referindo-se à eleição das cidades que acolherão as duas agências que saem do Reino Unido devido ao ‘Brexit’, a ter lugar na próxima segunda-feira, em Bruxelas.

Relativamente ao Eurogrupo, as decisões ainda não são para já, pois só esta sexta-feira ficou a saber-se que os eventuais interessados na sucessão a Jeroen Dijsselbloem à frente do fórum de ministros das Finanças da zona euro podem apresentar as suas candidaturas até ao final do mês.

“Vamos ver. Neste momento, o prazo de candidaturas abriu hoje, temos até dia 30 para tomar uma decisão. Cada coisa no seu devido momento. Há várias possibilidades sobre o futuro do Eurogrupo, sobre o futuro da sua presidência, e portanto tomaremos a decisão no momento próprio”, disse.

Face à insistência dos jornalistas, disse que não vale a pena estar “a fazer especulações sobre uma candidatura que ainda não existe, e quando ela existir será apresentada”.

Os países da zona euro receberam já uma carta oficial de convite à apresentação de candidaturas ao cargo de presidente do Eurogrupo, podendo os interessados manifestar o seu interesse até quatro dias antes da votação, agendada para 04 de dezembro.

A carta formal, enviada na quinta-feira pelo secretariado-geral do Conselho da União Europeia aos 19 membros da zona euro, explica os procedimentos para a eleição do presidente do Eurogrupo, sendo a principal novidade o facto de os candidatos poderem formalizar o seu interesse no cargo até 30 de novembro às 12:00 de Bruxelas (11:00 de Lisboa), quando à partida as candidaturas deveriam ser apresentadas até duas semanas antes da eleição, ou seja, no início da próxima semana.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, que há meses tem sido apontado em Bruxelas como sério candidato ao cargo – e que no último Eurogrupo já recebeu mesmo o apoio declarado de Espanha, caso decida avançar -, ainda não assumiu a candidatura, mas tem assim até ao final do mês para o fazer.

Os serviços do Conselho da UE especificam que a 01 de dezembro próximo o presidente do Eurogrupo ainda em funções, Jeroen Dijsselbloem, “tenciona tornar públicos os nomes dos candidatos” à sua sucessão.

Até ao momento, ainda ninguém formalizou a candidatura, mas já manifestaram publicamente “interesse” o ministro eslovaco, Peter Kazimir, a letã Dana Reizniece-Ozola, e o luxemburguês Pierre Gramegna.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno no Eurogrupo? Decisão será tomada no “momento próprio”, diz Costa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião