Dois restaurantes portugueses ganham primeira estrela Michelin

  • Lusa
  • 22 Novembro 2017

Portugal passa a contar com 18 restaurantes com uma estrela e cinco restaurantes com duas estrelas ('cozinha excelente, vale a pena o desvio') do Guia Michelin.

Portugal conquistou a primeira estrela Michelin para os restaurantes Vista (Portimão) e Gusto (Almancil), na edição de 2018 do Guia Espanha e Portugal, hoje apresentado, e que destaca o crescente gosto pela alta gastronomia.

Com a atribuição da primeira estrela (‘muito bom na sua categoria, compensa parar’) ao Vista, do ‘chef’ João Oliveira, e ao Gusto, do alemão Heinz Beck e do italiano Daniele Pirillo, Portugal passa a contar com 18 restaurantes com uma estrela e cinco restaurantes com duas estrelas (‘cozinha excelente, vale a pena o desvio’) do Guia Michelin.

“As honras do ansiado galardão no país lusitano vão para os restaurantes Gusto, que deslumbra com pratos com vincado cariz mediterrânico internacional, e Vista, onde se assina uma equilibra proposta de linha moderna, sempre cimentada à volta dos produtos da zona e do mar”, afirma a Michelin, na divulgação das novidades para o próximo ano.

“Se voltarmos os olhos para Portugal, devemos salientar as duas novidades na categoria de uma estrela Michelin, pois se nunca é fácil manter as distinções, muito menos é repetir um aumento de galardões tão significativo como o que ocorreu na anterior edição”, lê-se na nota de imprensa divulgada na cerimónia de apresentação do guia.

Em 2017, o ‘guia vermelho’ distinguiu mais dois restaurantes portugueses com a classificação de duas estrelas – The Yeatman (Vila Nova de Gaia) e Il Gallo d’Oro (Funchal) – e atribuiu a primeira estrela a sete restaurantes: Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira), Alma (Lisboa), Loco (Lisboa), William (Funchal), L’And Vineyards (Montemor-o-Novo, recuperando a estrela que perdera na edição anterior), Antiqvvm (Porto) e Lab by Sergi Arola (Sintra).

“Este ano, chamou a atenção dos nossos inspetores verificar a impressionante renovação de gerações que o mundo dos fogões está a ter em todo o país, mas sobretudo, constatar como tem aumentado o gosto pela alta gastronomia e o interesse dos profissionais em oferecer uma cozinha em linha com o nosso Bib Gourmand (boa relação qualidade/preço, com refeições até 35 euros)”, destaca ainda a Michelin.

O Guia Michelin Espanha e Portugal 2018 foi apresentado hoje numa cerimónia em Tenerife, Canárias, Espanha, perante cerca de 500 convidados, entre chefes de cozinha, empresários e imprensa espanhola e portuguesa.

As maiores novidades foram, este ano, para a gastronomia espanhola, com a distinção de dois restaurantes com a distinção máxima – três estrelas (‘cozinha de nível excecional, que justifica a viagem’): Aponiente, em El Puerto de Santa Maria, Cádiz, do ‘chef’ Ángel León, e ABaC, em Barcelona, do ‘chef’ Jordi Cruz.

Espanha passa a ter 11 restaurantes com o galardão máximo, enquanto nenhum espaço português conquistou ainda esta distinção.

No seu restaurante em Barcelona, o “prolífero Jordi Cruz cativa os seus comensais, propondo inteligentes histórias através dos seus pratos”, enquanto “o visionário Ángel León como máximo representante de um novo mundo gastronómico que encontra no mar, e nos seus ainda numerosos mistérios, uma despensa única, surpreendente e quase inesgotável”, destaca o guia.

Espanha ganha ainda cinco novos restaurantes com duas estrelas Michelin e mais 17 estabelecimentos com uma estrela.

O guia sublinha também o “crescente êxito” dos Bib Gourmand, totalizando 289 estabelecimentos – 252 em Espanha e 37 em Portugal, dos quais 43 são novidade.

As estrelas são atribuídas mediante visitas dos inspetores do chamado ‘guia vermelho’ para a Península Ibérica, que avaliam, entre outros critérios, a qualidade dos produtos, o ponto de cozedura, os sabores, a criatividade, a regularidade da cozinha e a relação qualidade/preço.

Esta é a lista dos restaurantes portugueses distinguidos pelo Guia Michelin em 2018:

Uma estrela

Alma (Lisboa, ‘chef’ Henrique Sá Pessoa)

Antiqvvm (Porto, ‘chef’ Vítor Matos)

Bon Bon (Carvoeiro, ‘chef’ Rui Silvestre)

Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira, ‘chef’ Rui Paula)

Eleven (Lisboa, ‘chef’ Joachim Koerper)

Feitoria (Lisboa, ‘chef’ João Rodrigues)

Fortaleza do Guincho (Cascais, ‘chef’ Miguel Rocha Vieira)

Gusto (Portimão, ‘chefs’ Heinz Beck e Daniele Pirillo)

Henrique Leis (Almancil, ‘chef’ Henrique Leis)

LAB by Sergi Arola (Sintra, ‘chefs’ Sergi Arola e Milton Anes)

L’AND Vineyards (Montemor-o-Novo, ‘chef’ Miguel Laffan)

Largo do Paço (Amarante, ‘chef’ André Silva)

Loco (Lisboa, ‘chef’ Alexandre Silva)

Pedro Lemos (Porto, ‘chef’ Pedro Lemos)

São Gabriel (Almancil, ‘chef’ Leonel Pereira)

Vista (Portimão, ‘chef’ João Oliveira)

William (Funchal, ‘chefs’ Luís Pestana e Joachim Koerper)

Willie’s (Vilamoura, ‘chef’ Willie Wurger)

Duas estrelas

Belcanto (Lisboa, ‘chef’ José Avillez)

Il Gallo d’Oro (Funchal, ‘chef’ Benoît Sinthon)

Ocean (Alporchinhos, ‘chef’ Hans Neuner)

The Yeatman (Vila Nova de Gaia, ‘chef’ Ricardo Costa)

Vila Joya (Albufeira, ‘chef’ Dieter Koschina)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dois restaurantes portugueses ganham primeira estrela Michelin

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião