Santa Casa vai ter até dois gestores executivos no Montepio

  • ECO
  • 6 Dezembro 2017

A Santa Casa vai ter uma participação máxima de 10% do capital do Montepio, num investimento que não ultrapassará os 200 milhões de euros.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) terá uma participação de, no máximo, 10% do capital da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), mas irá ter uma palavra a dizer na gestão do banco. Em entrevista ao Público (acesso condicionado), publicada esta quarta-feira, o novo provedor, Edmundo Martinho, diz que a Santa Casa vai nomear um a dois gestores executivos no Montepio.

Questionado pelo Público sobre quantos administradores executivos prevê nomear, Edmundo Martinho, que toma posse como provedor esta quarta-feira, responde que isso ainda não está decidido. “Sabemos que vamos nomear, mas não sei se um ou dois. O que está decidido é que os órgãos de governação serão eleitos sempre por consenso“, afirmou.

O novo provedor, que durante quase dois anos foi vice-provedor, ao lado de Pedro Santana Lopes, assegura ainda que o investimento no Montepio faz sentido para a Santa Casa. “A nossa tradição é sermos pioneiros, o que não é o mesmo que ser aventureiro. Daí que a operação esteja a ser estudada com cautela para que a entrada no banco Montepio decorra em condições de segurança, mas com ambição grande”.

A participação da Santa Casa no Montepio ainda não está decidida, sendo apenas certo que terá o limite de 10%. O valor final a investir irá depender valor unitário de aquisição das ações do Montepio. “O limiar máximo do investimento não ultrapassará os 200 milhões“, refere Edmundo Martinho.

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