Costa mantém “total confiança política” em Vieira da Silva

O primeiro-ministro diz que a participação de Vieira da Silva na Raríssimas não mancha a sua atividade enquanto governante. E garante que o Estado vai continuar a financiar a associação.

O primeiro-ministro mantém “total confiança política” em Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que vai ser ouvido no Parlamento no âmbito do caso Raríssimas, a pedido do PSD. Ao mesmo tempo, assegura que o Estado vai continuar a financiar a associação de apoio a pessoas com doenças raras.

Em declarações aos jornalistas esta quinta-feira, em Bruxelas, António Costa sublinhou que Vieira da Silva é um “ministro com muita experiência e grande capacidade em todos os domínios” e que, “em todos os momentos em que exerceu a sua atividade governativa, demonstrou sempre ser um excelente governante”. Assim, “não é o facto de, enquanto vice-presidente da Assembleia Geral, há anos atrás, ter participado [na Raríssimas], que vê de alguma forma maculada a sua atividade”, considerou o primeiro-ministro, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Em declarações posteriores às televisões, o ministro Vieira da Silva garantiu que foi o próprio a propor ao Partido Socialista a sessão de esclarecimento que decorrerá no Parlamento, na próxima segunda-feira, a propósito do caso Raríssimas. “Estou absolutamente tranquilo” repetiu o ministro várias vezes, referindo-se tanto ao comportamento do ministério que tutela em relação a esta polémica, como à sua própria atuação. “Todas as afirmações que posso fazer e quero fazer serão por mim prestadas na próxima segunda-feira“, terminou o ministro.

O ministro do Trabalho foi vice-presidente da assembleia geral da Raríssimas entre 2013 e 2015, período durante garante não ter tido conhecimento das contas da associação. “Tinha conhecimento [das contas], mas nunca tive conhecimento, nunca foi identificado, nem apresentado por ninguém nessas assembleias gerais qualquer dúvida sobre essas mesmas contas”, afirmou Vieira da Silva esta quarta-feira, acrescentando estar de consciência tranquila.

Sobre a investigação à Raríssimas, na sequência da reportagem da TVI sobre a gestão feita pela ex-presidente da associação, Paula Brito e Costa, o primeiro-ministro destaca ainda que não se deve confundir a gestão feita pela direção como trabalho da Raríssimas. “Não podemos confundir erros cometidos por alguém que assumia a sua gestão com aquilo que é a importância desta associação“, disse.

Por isso, garante, o Estado vai continuar a financiar a Raríssimas. “Este é um trabalho que tem de ser continuado, por isso, o Estado, com os limites que a lei lhe dá para intervir numa instituição privada, tudo fará para que esta missão não seja descontinuada e que o apoio a quem dele necessita continuará a ser concedido”.

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