A febre passou. Bitcoin à beira da maior queda semanal desde 2013

  • João Patrício
  • 22 Dezembro 2017

A criptomoeda já chegou a desvalorizar quase 30% esta sexta-feira.

A desvalorização da bitcoin prossegue esta sexta-feira. A criptomoeda já se encontra abaixo da linha dos 13.000 dólares, tendo já desvalorizado cerca de um terço em cinco dias. Poderá ser a maior queda semanal da bitcoin desde 2013, após uma valorização que chegou a tocar nos 19.500 dólares na passada segunda-feira. A notícia é avançada pela Reuters (conteúdo em inglês).

A bitcoin está a desvalorizar 17,48% para os 12.681 dólares, tendo já caído quase 30% para os 10.776 dólares.

Fonte: Bloomberg

“Uma reviravolta ascendente seguida pelas restantes criptomoedas vai ser seguida de um declínio à medida que o sentimento está a mudar”, descreve Charles Hayter, fundador e chefe executivo do website Cryptocompare em Londres, citado pela mesma fonte. “Com o final do ano à vista, muitos investidores receberão os seus lucros, dirão ‘muito obrigado’ e vão fechar os seus livros para as festas”, acrescenta.

A Bitcoin segue a tendência do mercado das criptomoedas, com as divisas digitais mais importantes a registar quedas significativas. De acordo com o coinmarketcap.com, o Ethereum está a cair 19,13% para os 63.830 dólares e o Bitcoin Cash está a desvalorizar 26,91% para os 40.647 dólares. Já o Litecoin, cujo criador vendeu esta semana todas as suas moedas, segue a desvalorizar 18,62% para os 13.780 dólares.

Um novo “caso Joe Kennedy”?

Na rede social Twitter, o economista norte-americano Paul Krugman alerta que não vê um bom futuro para a bitcoin. No tweet, Krugman diz o seguinte: “O meu barbeiro disse que o seu cunhado estava a investir tudo em bitcoin, e perguntou se deveria fazer o mesmo. Isto não vai acabar bem”. A breve mensagem surge num retweet a Kevin Clark, da NFL, que diz que os jogadores têm vindo a falar de investimentos na criptomoeda. A situação relembra o caso de Joe Kennedy.

A história de Joe Kennedy, pai do antigo presidente norte-americano John F. Kennedy, remonta à década de 20 do ano passado. Joe conseguiu uma fortuna em Wall Street e conseguiu evitar o crash bolsista de 1929, vendendo todos os seus títulos antes da terça-feira negra. O antigo investidor tomou a decisão após, um dia, ter recebido dicas sobre de mercado de um engraxador de sapatos.

"Quando os engraxadores de sapatos dão dicas, o mercado de ações é demasiado popular para o seu próprio bem.”

Joe Kennedy

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