Grupo IAG compra a companhia aérea Niki por 20 milhões

  • Lusa
  • 30 Dezembro 2017

O grupo, que detém participações na Vueling, na Iberia e na British Airways, espera que os funcionários da Niki, declarada insolvente, possam na sua maioria ser aprovidos por uma nova subsidiária.

O International Airlines Group (IAG) comprou os ativos da companhia aérea Niki, declarada insolvente, por 20 milhões de euros.

Citado pela agência EFE, o IAG, detentor maioritário de participações nas espanholas Vueling e Iberia e na britânica British Airways, explicou que “a transação será realizada, através da criação de uma subsidiária da Vueling […], que operará, inicialmente, de forma independente”. O grupo prevê que a nova companhia absorva cerca de 740 dos mil funcionários da Niki.

O presidente do conselho da companhia austríaca, Stefan Tankovits, considerou hoje que a venda ao grupo hispano britânico “foi a melhor solução”, tanto pelo preço de compra, como pelo número de lugares que o IAG se propõe a assegurar.

A companhia austríaca foi vendida ao grupo Alemão Air Berlim em 2011. Após a insolvência da companhia alemã, a Lufthansa quis integrar a Niki, mas a Comissão Europeia acabou por não dar luz verde à transação.

A 13 de dezembro, a Niki solicitou um processo de insolvência, tendo o governo alemão optado por vender a companhia. Para além do IAG, a Ryanair e a Niki Lauda apresentaram propostas de compra.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Grupo IAG compra a companhia aérea Niki por 20 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião