Vendas de carros sobem 7,7% em 2017

Ao todo, foram vendidos 266.386 automóveis novos no ano passado. Renault, Peugeot e Volkswagen continuam a ser as marcas preferidas em Portugal.

O mercado automóvel desacelerou em 2017. No conjunto do ano passado, as vendas de automóveis novos aumentaram 7,7%, depois de, em 2016, ter registado um aumento de 16,2%. Ainda assim, mantém-se a tendência de recuperação do mercado, num ano em que os portugueses já pediram, só até outubro, mais de 25 mil milhões de euros em crédito para compra de automóvel, mais 16% do que em 2016. Renault, Peugeot e Volkswagen continuam a ser as três marcas mais vendidas em Portugal.

Os dados foram divulgados, esta terça-feira, pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), que dá conta de que, ao todo, foram vendidos 266.386 automóveis novos no ano passado, o que corresponde a um aumento homólogo de 7,7%. O maior aumento verificou-se na categoria de veículos pesados, onde as vendas alcançaram as 5.732 unidades no ano passado, mais 10,7% do que em 2016. Já na categoria de ligeiros de passageiros, venderam-se 222.134 unidades, um aumento de 7,1%, enquanto as vendas de comerciais ligeiros aumentaram em 10,4%, para um total de 38.520 unidades.

A Renault continua não só a ser a marca mais vendida em Portugal, como é uma das que regista maior aumento de vendas. No ano passado, vendeu 37.785 veículos ligeiros, um aumento homólogo de 13,5%. Segue-se a Peugeot, com 27.550 automóveis ligeiros vendidos, o que corresponde a um aumento de 8,1%.

A Volkswagen continua no pódio, como a terceira marca mais vendida em Portugal, mas está a perder terreno. No ano passado, as vendas caíram 4,5%, para as 18.263 unidades vendidas, um número que ficou próximo da Mercedes-Benz, a quarta marca em Portugal (com 18.096 unidades, um aumento homólogo de 7,3%).

As vendas de carros de luxo também estão a aumentar. A Jaguar aumentou as vendas em 10,3%, para 697 unidades, enquanto a Porsche e a Maserati registaram subidas de 56,8% e 20,9%, respetivamente (207 unidades e 52 unidades). A Ferrari vendeu 20 carros, mais três do que em 2016.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vendas de carros sobem 7,7% em 2017

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião