Não há duas sem três. Bolsa de Lisboa volta a subir mais de 1%

BCP esteve novamente em grande destaque na terceira sessão de ganhos em Lisboa. Ações do banco dispararam quase 4% para o nível mais elevado em ano e meio.

O ditado popular diz que não há duas sem três. A bolsa de Lisboa cumpriu-o à regra. Somou a terceira sessão de ganhos acima de 1% em outras tantas sessões em 2018. E mais uma vez o BCP esteve em grande destaque: disparou quase 4%.

O PSI-20, o principal índice português, ganhou 1,53% para 5.622,72 pontos, num desempenho que permite ao índice de referência nacional atingir o ponto mais elevado desde agosto de 2015, há mais de dois anos. E tal como nas duas sessões anteriores foram as ações do banco liderado por Nuno Amado que mais impressionaram: ganharam, esta quinta-feira, 3,83% para 0,2985 euros, a cotação mais alta em ano e meio.

O banco tem estado em evidência no arranque do novo ano. Valorizam já 9,74% em 2018 apesar da ausência de notícias relevantes. Esta quinta-feira, a imprensa polaca revelou que o Millennium Bank na Polónia não deverá distribuir dividendos em 2018 por causa de orientações impostas pelo regulador financeiro do país.

Houve mais destaques entre os pesos pesados que determinam o rumo da praça nacional. A EDP somou 1,02% para 2,97 euros. E a Galp registou um avanço de 1,15% para 15,90 euros. E a Jerónimo Martins ganhou 4,1% para 17 euros. Estes três desempenhos deram maior expressividade aos ganhos em Lisboa.

No caso da Galp, os analistas associam o bom desempenho bolsista da petrolífera nacional liderada por Carlos Gomes da Silva ao barril de crude, que tem valorizado “em virtude dos protestos no Irão e das temperaturas baixas que têm fustigado os EUA e o Canadá, o que conduziu a um aumento de curto prazo dos derivados do petróleo utilizados para o aquecimento”, de acordo com o BPI.

No mercado petrolífero, o contrato WTI valoriza 0,5% para 61,97 dólares. O barril de Brent, referência para as importações nacionais, ganha 0,06% para 67,69 dólares.

Foram 14 as cotadas nacionais de fecharam acima da linha de água.

Lá por fora, com o índice americano Dow Jones a bater novo máximo acima dos 25.000 pontos, também as praças europeias encerraram o dia com sinal verde. Em Espanha e Itália, o Ibex-35 de Madrid e o Mib de Milão fecharam em alta de 2% e 3%, nos melhores desempenhos no Velho Continente.

Lisboa soma três sessões de ganhos em 2018

(Notícia atualizada às 16h58)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Não há duas sem três. Bolsa de Lisboa volta a subir mais de 1%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião