Reforma fiscal de Trump afeta JPMorgan, mas CEO elogia-a

  • ECO
  • 12 Janeiro 2018

JPMorgan foi obrigado a despender 2,4 mil milhões de dólares em taxas únicas criadas pela nova reforma fiscal de Trump. Ainda assim, o seu CEO elogia a política e diz esperar resultados positivos.

A primeira grande vitória legislativa de Trump — a reforma fiscaljá custou ao JPMorgan mais de 2,4 mil milhões de dólares (pouco mais de dois mil milhões de euros). Ainda assim, o líder executivo da instituição financeira fez acompanhar o relatório sobre o desempenho financeiro da sociedade (divulgado esta sexta-feira) de um comunicado, no qual elogia a política do empresário nova-iorquino. Jamie Dimon acredita mesmo que as medidas terão “um resultado positivo significativo para o país”.

Jamie Dimon é fã da reforma fiscal de Trump, apesar dos efeitos na instituição que comanda.

“As companhias dos Estados Unidos serão mais competitivas globalmente, o que acabará por beneficiar os americanos”, sublinhou o gestor, segundo a CNN Money. Dimon defende que o capital retido e reinvestido promoverá o crescimento económico e, consequentemente, a criação de postos de trabalho e o crescimento dos salários.

No último trimestre, a reforma fiscal aprovada no final de 2017 já afetou os lucros do JPMorgan. Os ganhos caíram, em termos homólogos, 37% para os 4,2 mil milhões de dólares (cerca de 3,5 mil milhões de euros), um recuo que se ficou a dever principalmente à aplicação de taxas únicas no valor de 2,4 mil milhões de euros.

Trata-se, no entanto, de um impacto a curto prazo, que permite à instituição assumir que os seus lucros apenas diminuíram 1%. Além disto, as receitas da sociedade atingiram os 25,5 mil milhões de dólares (cerca de 21,3 mil milhões de euros), o que representa uma expansão de 5%.

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