Setor automóvel vale 6% do PIB. Quer quinto fabricante em Portugal até 2020

  • ECO
  • 15 Janeiro 2018

Cluster do automóvel pretende quinto fabricante a trabalhar em Portugal até 2020. Estudo calcula que setor vale 11 mil milhões de euros, cerca de 6% da riqueza produzida no país.

A atividade do setor automóvel em Portugal valeu perto de 11 mil milhões de euros em 2017, o equivalente a cerca de 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB), empregando 72 mil pessoas, segundo um estudo da Deloitte para a Mobinov — Associação do Cluster Automóvel, que quer um quinto fabricante no país até 2020.

De acordo com o Diário de Notícias, o estudo aponta que os construtores responsáveis por 85% da exportação representaram apenas uma “pequena fatia” do negócio gerado por todo o setor, no valor de dois mil milhões de euros. O que quer dizer que há espaço para mais um fabricante, defende o cluster que apresenta esta segunda-feira o documento na conferência Indústria automóvel: Relevância e tendências de futuro, que contará com a presença do primeiro-ministro e do ministro da Economia.

“O setor nunca tinha sido medido desta forma, considerando não só os fabricantes ou os fornecedores de primeira linha, mas também os produtores de têxteis, de moldes e ferramentas, os modificadores de veículos (como é o caso das ambulâncias), enfim, revelando um setor muito heterogéneo e transversal com um efeito multiplicador na economia portuguesa”, explicou José Couto, presidente da Mobinov.

O estudo surge num momento particularmente sensível para o setor, por causa do conflito laboral que se mantém há meses entre a administração da Autoeuropa (Volkswagen) e os trabalhadores.

Este fim de semana, o secretário-geral da UGT alertou para o “caminho perigoso” que se está a tomar naquela fábrica de Palmela e pediu para se lembrar que do que aconteceu com a Opel da Azambuja para garantir que os exemplos do passado não vão repetir.

"O setor nunca tinha sido medido desta forma, considerando não só os fabricantes ou os fornecedores de primeira linha, mas também os produtores de têxteis, de moldes e ferramentas, os modificadores de veículos (como é o caso das ambulâncias), enfim, revelando um setor muito heterogéneo e transversal com um efeito multiplicador na economia portuguesa.”

José Couto

Presidente da Mobinov

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