Alphabet e Aramco ponderam construir um pólo tecnológico na Arábia Saudita

Duas das maiores empresas do mundo têm estado em conversações para uma possível construção de um enorme pólo tecnológico na Arábia Saudita.

A Alphabet e a Saudi Aramco, a empresa petrolífera da Arábia Saudita, têm estado em negociações sobre a possível construção de um pólo tecnológico naquele que é o segundo maior país árabe do mundo e que tem tentado tornar-se menos depende da indústria petrolífera.

As negociações duram há alguns meses, de acordo com as informações divulgadas pelo Wall Street Journal (acesso pago, conteúdo em inglês) porque o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman quer levar para a Arábia Saudita mais conhecimentos técnicos vindos diretamente de Silicon Valley. A fusão entre as duas empresas ainda não tem volume estimado, nem data para acontecer, no entanto, estima-se que venha a ser suficientemente grande para entrar para a bolsa de valores do Reino.

Um centro de dados no país poderia ajudar a Google a conseguir negócios com potenciais clientes da indústria do petróleo, que também se tentam posicionar nesta área da tecnologia. Um centro de dados deste tipo pode custar centenas de milhões de dólares.

A maior parte dos dados enviados para o Médio Oriente é transmitida pela Europa, o que acaba por tornar mais lenta a navegação nos sites mais consultados, acedidos através de cabos submarinos de longa distância. Caso houvesse um centro de dados mais local, os processos de transmissão seriam mais rápidos, o que tornaria a Arábia um país mais competitivo na economia digital.

Neste momento, a Aramco está a atravessar um período de negociações sobre uma possível IPO, com o objetivo de posicionar a empresa fora da indústria do petróleo, de acordo com as declarações proferias pelo príncipe Salman. “O futuro dos negócios de petróleo está a mudar lentamente, à medida que se prevê que a tecnologia possa vir a impulsionar a produtividade do setor petrolífero”, disse Sam Blatteis, presidente-executivo da MENA Catalysts Inc., uma consultora de políticas públicas do Médio Oriente. “A tecnologia está a conduzir a uma reordenação dramática da indústria do petróleo, tornando-se o principal motor de inovação, competitividade e crescimento”.

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