Wall Street tem pior semana em dois anos. S&P cai 4%

As ações norte-americanas não resistiram a resultados empresariais abaixo do esperado e à subida das yields da dívida soberana.

As ações norte-americanas encerraram em forte queda, nesta sexta-feira, acumulando o pior registo semanal dos últimos dois anos. Os três principais índices bolsistas do EUA tombaram entre 1,5% e 2,5% numa sessão marcada por resultados empresariais abaixo do esperado e pela subida das yields da dívida soberana após dados positivos sobre o emprego. Na semana o balanço é de um deslize de 4% para o S&P 500 e para o Dow Jones. O Nasdaq caiu mais de 3%.

O S&P 500 desvalorizou nesta sexta-feira 2,15%, para os 2.761,43 pontos, enquanto o Dow Jones e o Nasdaq recuaram 2,58% e 1,96%, respetivamente, para os 25.510,01 e 7.241,45 pontos.

Essas perdas acentuadas ditaram perdas semanais próximas de 4% para os três índices bolsistas norte-americanos. Há dois anos que o mercado bolsista dos EUA não tinha um desempenho tão negativo. O S&P 500 e o Dow Jones não caiam tanto desde janeiro de 2016. No caso do Nasdaq, trata-se do pior registo semanal desde fevereiro do mesmo ano.

"Tem tudo a ver com o mercado das obrigações, o mercado das obrigações tem colocado as ações em sintonia e tem sido assim toda a semana. Temos visto uma grande subida das yields e isso tem dado razões para os investidores venderem ações.”

Paul Nolte

Amundi Pioneer

Tem tudo a ver com o mercado das obrigações, o mercado das obrigações tem colocado as ações em sintonia e tem sido assim toda a semana. Temos visto uma grande subida das yields e isso tem dado razões para os investidores venderem ações”, explicou Paul Nolte, gestor de carteiras da Amundi Pioneer, citado pela Reuters.

Os dados acima do esperado relativos ao mês de janeiro divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA nesta sexta-feira alimentaram as perspetivas de mais subidas de juros em 2018 face às três que os analistas previam.

As quedas foram transversais aos principais setores na última sessão da semana, mas as tecnológicas pesaram mais. As ações da Alphabet perderam mais de 5%, depois de apresentar resultados abaixo do esperado. Por sua vez a Apple viu as suas ações desvalorizarem mais de 4% face aos receios relativamente aos cortes de produção do iPhone X.

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